
Na Insinuante do shopping Iguatemi, a previsão da gerência do estabelecimento é de que o estoque atual dure por aproximadamente 15 dias FOTO: DIVULGAÇÃO
Mesmo com o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para móveis e produtos da linha branca (fogão, geladeira, etc), válido desde ontem, ainda é possível encontrar lojas de eletrodomésticos que não aplicaram reajuste nos preços para o consumidor final, já que ainda há estoque de produtos que foram adquiridos com a alíquota vigente até quinta-feira (31).
Através de consulta feita pela reportagem, a loja Insinuante do Shopping Iguatemi informou que os valores de venda só serão alterados quando um novo estoque for comprado, já com taxas maiores. "O que ainda temos aqui de linha branca dá para, mais ou menos 15 dias", prevê Ivan Lucas, gerente da loja.
A mesma estratégia segue a Rabelo do Shopping Via Sul. "Quando chegarem novos produtos, os preços vão se modificando. Mas, até agora, não tivemos nenhuma orientação do departamento comercial", conta o gerente Luís Gomes.
Na Magazine Luiza do Shopping Benfica, mudanças desse tipo, normalmente, são aplicadas imediatamente, mas, como a loja tem vendido os produtos da linha branca a preços promocionais, o aumento do IPI só deve ser sentido pelos clientes quando a promoção se encerrar, o que ainda não foi decidido, conta a gerente Cléo Alcântara.
O reajuste é parte do processo de retorno gradual do IPI. O tributo foi reduzido no ano passado para estimular o crescimento da economia e retornará ao patamar normal no meio de 2013. O governo adotou tal retomada para evitar um impacto maior no volume de vendas nos setores beneficiados pela redução. O imposto para veículos, que também será retomado, teve a primeira elevação já em janeiro.
Novos percentuais
A alíquota do fogão, por exemplo, subiu de zero para 2% (4% em julho), enquanto a da geladeira saltou de 5% para 7,5% (15% em julho). Nos móveis, houve alta de zero para 2,5% (5% em julho). As exceções entre os itens beneficiados são os caminhões, papéis de parede e as máquinas de lavar. Para os veículos comerciais, a alíquota permanece zerada por tempo indeterminada. O imposto das máquinas de lavar e dos papéis de parede, antes em 20%, continuarão reduzidos em 10% mesmo após a última elevação, prevista para o mês de julho.
Consequências
A Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) esperava uma retração de até 10% nas vendas caso a alíquota fosse totalmente retomada no início de 2013. Depois do anúncio da mudança gradual, a previsão foi revisada para alta de até 10%. A medida representará uma renúncia fiscal de R$ 2 bilhões para os automóveis, R$ 650 milhões para os móveis e painéis e R$ 550 milhões para a linha branca.

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