A intenção é aperfeiçoar a capacidade das instituições financeiras de absorver choques, "evitando movimentos bruscos no crédito e suavizando o ciclo financeiro", disse Luiz Awazu Pereira, diretor de Normas e da Área Internacional do BC.
Mudanças
Segundo ele, as principais mudanças são a revisão dos instrumentos que compõem o capital dos bancos para suportar perdas; a elevação progressiva do nível de capital que os bancos precisam manter permanentemente. O capital exigido sempre é comparado com o total de empréstimos realizados pelo banco. As novas regras também regulam os colchões de liquidez que podem ser exigidos pelo BC, durante um período de expansão do crédito ou de crise, moderando os ciclos financeiros.
Índice de Basileia
De acordo com as recomendações propostas pelo Comitê de Supervisão Bancária de Basileia (Suíça), os créditos tributários não seriam considerados um ativo para compor o índice de Basileia. No caso dos bancos brasileiros, eles poderão continuar contando com esses recursos, porque terão garantia de poder utilizá-los em caso de prejuízo ou liquidação, dada pelo governo.
No Brasil, esse índice estabelece que para cada US$ 100 emprestados, o banco precisa ter R$ 11 de capital próprio. Segundo Awazu, o Brasil considera esse um "capital inequivocamente seguro". "Por isso esse tipo de crédito se enquadra a nova definição de capital de Basileia 3".
Diário do Nordeste
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