Neste domingo em que
celebramos a figura do pastor, é importante uni-lo à figura do cordeiro (2ª
leitura). Jesus não é apenas pastor que conhece e ama suas ovelhas; é apresentado
como cordeiro, parceiro de vida e caminhada com seus seguidores. Nele,
portanto, identificam-se as imagens do pastor-guia e do cordeiro-servo. “Na
primeira imagem está expresso o amor misericordioso de Deus que Jesus nos deu a
conhecer, vivo em pessoa; na segunda é expressa a proximidade conosco, pela
qual o Filho de Deus quer assemelhar-se em tudo a seus irmãos”.
Poderíamos nos perguntar: o
que é ser pastor nos nossos dias? Quem é bom e quem é mau pastor? No evangelho,
Jesus se apresenta como bom pastor em oposição aos maus pastores, aqueles que
não se preocupam com a vida e o destino do povo, mas dele apenas querem tirar
proveito. Jesus é bom pastor porque conhece o seu povo e este também o conhece
e o segue. O bom pastor procura caminhar com o povo, conhecer sua realidade,
sendo capaz de olhar de modo especial para as periferias das cidades, marcadas
pela violência, por dificuldades e dor.
Em todos os setores e
lugares da sociedade encontramos pastores, pessoas que têm compromissos com
grupos ou pessoas: na igreja, na comunidade, no bairro, no trabalho, na escola,
na família... Pela prática dessas lideranças é que podemos dizer se são bons ou
maus pastores.
Pe. Nilo Luza, ssp
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