18/06/2013

1º Ciclo de Debates Fortaleza Paz & Igualdade propõe diálogo sobre a violência urbana

Com o tema “Entendendo a violência urbana”, o Movimento Fortaleza Paz & Igualdade promove um novo encontro no próximo sábado (22), às 15h, no Parque Ecológico Rio Branco, na Av. Pontes Vieira, em Fortaleza, dando início a um ciclo de debates sobre a questão. Os objetivos do movimento vão além de garantir segurança para toda a cidade. “Desejamos uma cidade digna e devemos exigir a melhoria de vida para todos”, diz a educadora Rosiane Pereira (foto), que articulou o movimento, com o universitário Pedro Lima, pelo Facebook.
Na última sexta-feira (14) o Movimento promoveu manifestação com roda de conversa na Praça da Imprensa, seguida de caminhada pela av. Desembargador Moreira, até a Assembléia Legislativa. Nesta segunda-feira (17), quando participou do programa Debates do Povo, apresentado pelo jornalista Ruy Lima, na rádio O Povo CBN, em Fortaleza, a professora Rosiane pode conversar com a administradora de empresas Lara Pinheiro, uma das organizadoras do Movimento Fortaleza Apavorada,  que promoveu caminhada na quinta-feira (13). Mas não ficou acertada unificação dos movimentos.
Com uma plataforma de propostas mais ampliada para enfrentar à questão da violência urbana (ver abaixo), o Movimento Fortaleza Paz & Igualdade surgiu com a intenção de “unir e não dividir nossa cidade”.  Na manifestação da última sexta-feira, jovens e adultos de diferentes ocupações e áreas da cidade compareceram, dentre elas, representantes de entidades ligadas à Cultura de Paz, como a Universidade Internacional da Paz (Unipaz) e Agência da Boa Notícia, além de coletivos ligados a movimentos culturais e populares.
Outros participantes sem ligação com movimentos ou entidades compareceram depois de conhecerem o Fortaleza da Paz e da Igualdade pelo Facebook e se sentirem contemplados pelas propostas do grupo.
 Uma ciranda no meio da praça foi dançada no início da manifestação aproximando pessoas que, em sua maioria, nunca haviam se encontrado antes. Depois, na roda de diálogo, alguns reconheceram o clima de insegurança na cidade, mas no geral, as idéias expressas foram de que a sociedade não deve se deixar dominar pelo medo. A educadora Fátima Limaverde, da Escola Vila e da Unipaz, lembrou que a violência presente na sociedade é sinal de que pessoas não estão sendo cuidadas como merecem.
Sem o sentimento de medo e insegurança, as propostas dos presentes foram as de frequentar os espaços públicos, ter um olhar de cuidado para o outro - seja de bairros ricos ou pobres -, criar redes, unindo todos os que acreditam que é possível uma sociedade melhor para todos. Os articuladores do Movimento levaram folhetos com propostas que já são divulgadas por eles nas redes sociais (leia no final da matéria).
 Caminhada e alegria
Ao som de tambor e violão, o grupo seguiu pela Avenida Desembargador Moreira, dizendo palavras de ordem como “Da Copa eu abro mão, quero mais educação” e “Arroz, feijão, cultura e educação”. Dos carros, motos ou ônibus, pessoas demonstravam aprovação para o grupo com gestos de OK, sorrisos e buzinas.
 Em frente à Assembléia Legislativa, foi formada nova roda de conversa. Veterana em ações visando a melhoria da sociedade, Rosa da Fonsca, do movimento Crítica Radical, lembrou que o atual sistema está falido, ao transformar tudo em mercadoria e que é preciso um novo modelo de sociedade.
 No final, os participantes aprovaram como encaminhamentos as propostas de ampliar a divulgação do Movimento, cada um pensar em ações e formas de contribuir para essa Fortaleza de Paz e Igualdade que todos querem e, por fim,  foi marcado o novo encontro para o dia 22, no Parque Rio Branco.
 Rosiane deixa claro que o grupo não tem líder pois a luta é coletiva”. O Movimento começou a se articular pelo Facebook, a partir da iniciativa dela (que criou a página Fortaleza Paz & Igualdade e teve a primeira versão apagada) e do estudante universitário Pedro Lima (criador da página Fortaleza Paz & Alvorada), unificados agora no Movimento Fortaleza da Paz e da Igualdade.
Propostas
No folheto distribuído ao público o Movimento Fortaleza Pela Paz e Igualdade defende as seguinte idéias:
 1- Projetos sociais em FORTALEZA em especial nas áreas mais violentas,
2- escolas desta localidade com pátios abertos nos sábados e grupos de capoeira, dança, disponíveis pra comunidade,
3- MAIS escola profissionalizantes
4- MELHORIA da oferta de LAZER para os jovens nas periferias (eventos culturais DESCENTRALIZADOS)
5- CRIAÇÃO DE MAIS CUCAS como o da Barra do Ceará que atua com cursos, atividades culturais, valorização do jovem...
6- aumento do contingente de polícia
7- melhoria das delegacias, presídios
8- CONCURSOS PÚBLICOS PARA PROFESSOR, RONDA,
9- um CONSELHO TUTELAR presente
10- Valorização do professor
11- hortas comunitárias
e muito mais....
AÇÕES A CURTO, MEDIO E LONGO PRAZO QUE MUDARÃO DE FATO NOSSA CIDADE se e DESEJAMOS uma cidade digna devemos exigir a MELHORIA DA VIDA DE TODOS acreditamos q o caminho corretor pra discutir MELHORIAS para Fortaleza é :
1- ORGANIZAR UM EVENTO “A Fortaleza que Queremos” por exemplo = AS REGIONAIS DEVEM FAZER ISSO É O PAPEL DELA COM A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE!
2- Fazer grupos de diálogo em cada REGIONAL pra contemplar TODA CIDADE
3- CRUZAR os desejos da coletividade = problemas e propostas de soluções
4- Fazer um abaixo assinado contendo os desejos da CIDADE tudo isso e entregar ao prefeito e governador
5- FAZER uma ampla manifestação de PAZ exigindo que os desejos da CIDADE sejam realizados em primeiro LUGAR!!
6- Criar comissões pra EM CADA REGIONAL e verificar se as OBRAS , PROJETOS , ETC aprovados estão de fato sendo cumpridos
7- A COMUNIDADE DEVE TOMAR PARTE DO PROCESSO, POIS A CIDADE É DO POVO DA ALDEOTA ATÉ O JANGURRUSSÚ!
(Fotos: Camila Cerdeira)
Fonte: Agência da Boa Notícia - (fone: 3224 5509)

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