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Três guardas municipais tentaram conter os manifestantes com spray de pimenta, mas não conseguiram evitar o protesto. Em resposta aos argumentos dos manifestantes, o secretário sustentou que a obra é totalmente legal e que tem um estudo completo de impacto ambiental. “Esses pseudoecologistas querem usar o Parque do Cocó como palanque”, atacou Dias, ao afirmar que vários estudos foram realizados antes da obra, atestando que os viadutos seriam os meios mais viáveis e econômicos para melhorar a mobilidade urbana no local.
O acampamento no parque já dura mais de 18 dias e os manifestantes afirmam que só irão sair quando a obra for suspensa definitivamente. “Por enquanto, a Prefeitura não nos procurou para um diálogo. Queremos um debate sobre a mobilidade urbana, mas com soluções que não ataquem o parque, que é o pulmão de Fortaleza”, afirmou Gustavo Mineiro, universitário que está acampado desde o primeiro dia.
Algumas pessoas ainda informaram que o acampamento vem sofrendo ataques constantes. “É uma retaliação. À noite aparecem carros aqui e jogam pedras e até mesmo bombas ‘rasga-latas’ no pessoal do acampamento. Sabemos quem manda fazer, mas também sabemos que estamos no nosso direito de lutar e manifestar”, declarou Rosa da Fonseca, integrante do movimento Crítica Radical, que acompanha a manifestação.
Após o fim do protesto, os operários da Prefeitura voltaram a recolocar os tapumes e, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza (Seinf), as obras irão continuar por ser “totalmente legal”, informou um assessor.
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A área em torno do Cocó tem sido sempre motivo de polêmica e embates judiciais. Agora, o debate se dá em torno da viabilidade do viaduto como instrumento de mobilidade na área. Não há consenso entre urbanistas.
Diário do Nordeste
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