Marcus Eduardo de Oliveira*
Célula de hidrogênio. Essa parece ser a aposta no futuro em termos de fonte limpa para combustíveis.
A maior vantagem do hidrogênio está no fato de ser abundante. O hidrogênio compõe 90% das moléculas de todo o cosmo e constitui 30% da massa solar. Sua única desvantagem reside no fato de não ser um combustível primário, uma vez que precisa ser extraído de outros combustíveis fósseis como o gás natural, a gasolina, o álcool metanol e outros.
Claudio Blanc, autor de “Aquecimento Global e Crise Ambiental” (ed. Gaya), nos conta que a primeira célula de combustível de hidrogênio foi desenvolvida em 1839 pelo físico inglês Willian Grove; no entanto, até a década de 1960 não teve utilização prática.
Foi a partir desse período que o programa espacial norte-americano passou a fazer uso das células de combustível para a produção de eletricidade e água potável. A tecnologia utilizada para isso é bem simples: usa-se um aparelho conversor de energia eletroquímica que transforma oxigênio e hidrogênio em água, gerando também energia elétrica e térmica (calor).
O hidrogênio pode ser utilizado em baterias de alto desempenho elevando a autonomia de veículos híbridos.
A Islândia foi o primeiro país a adotar essa tecnologia no transporte público. Seguindo esse exemplo, hoje, são várias as cidades norte-americanas que já possuem ônibus movidos a células de combustível de hidrogênio.
Em 1° de julho de 2009, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP) lançou o primeiro ônibus movido à célula de hidrogênio. Em paralelo a esse acontecimento, a Petrobras inaugurou, também nesse mesmo mês e ano, em São Bernardo do Campo (local em que está sediada a EMTU), o primeiro posto para distribuir hidrogênio combustível no Brasil.
Como se percebe, essa parece ser uma grande aposta no futuro. Pelo menos quatro grandes montadoras de automóveis – Daimler, Honda, Hyundai e Toyota – já anunciaram a intenção de lançar veículos de passeio (veículos leves) movidos a hidrogênio até 2015. E esperar para ver acontecer e apostar em mais essa novidade ecologicamente correta.
*Marcus Eduardo de Oliveira é economista com especialização em Política Internacional e mestrado em Estudos da América Latina pela Universidade de São Paulo (USP). É professor de economia do UNIFIEO e da FAC-FITO, em Osasco/SP. Autor dos livros 'Conversando sobre Economia' (Editora Alínea), 'Pensando como um economista' (Editora EbookBrasil) e 'Humanizando a Economia' (Editora EbookBrasil – livro eletrônico). Contato: prof.marcuseduardo@bol.com.br
Dom Total
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