Um terço dos pais brasileiros não fala com seus filhos sobre consumo de álcool, apesar de considerar que este é um assunto de grande importância. Esta é uma das principais conclusões de uma pesquisa realizada pela Ambev, com 11 mil pais, em 11 países, e a que O POVO teve acesso com exclusividade no Ceará.
O índice do “silêncio” sobre o tema no Brasil (33%) está entre os três maiores nos países pesquisados. Só fica atrás da China (53%) e da Ucrânia (34%). O curioso é que o Brasil também ocupa o terceiro lugar na pesquisa no percentual de pais que consideram “importante conversar com os filhos sobre este assunto”.
Dos entrevistados brasileiros, 98% concordaram com esta afirmação. À frente deste índice, só os argentinos (99%) e os alemães (100%).
Aliás, o país pesquisado com maior percentual de pais abertos ao diálogo sobre consumo de álcool é, coerentemente, a Alemanha, onde apenas 15% dos entrevistados disseram não ter conversado com os filhos a respeito (veja gráficos nesta página e na 19).
Contradição
Esta não é única contradição nacional registrada pelo levantamento. Os pais brasileiros, ao lado dos russos, são os que apontam a idade mais baixa como a apropriada para começar a tocar neste assunto com os filhos: 9 anos.
Acontece que entre aqueles 33% que nunca tiveram este tipo de conversa, quase metade (48%) justifica o comportamento dizendo que os filhos são muito jovens ainda.
A segunda razão mais apontada é “Não tenho certeza sobre como começar a conversa”, com 22%; seguida por “Confio que meus filhos tomarão a decisão certa” (15%) e “Muito estranho falar sobre isso/Vergonha de discutir (9%)”.
O Povo
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