Perante mais de 80 mil fiéis, que lotaram a Praça de São Pedro para assistir à audiência geral, o Sumo Pontífice aconselhou os cristãos a interrogarem-se se vivem e sentem de facto esta unidade, ou por vezes se deixam tentar, e «privatizam» a Igreja para o seu grupo, para a sua nação, para os seus amigos. «Quando ouço falar de cristãos que sofrem no mundo, fico indiferente ou sinto-o como se sofresse um da minha família? É importante olhar para fora do próprio recinto, sentir-se Igreja, única família de Deus!», acrescentou.
Francisco alertou ainda para as incompreensões, conflitos, tensões e divisões que ferem a Igreja: «Somos nós a criar dilacerações! E se olharmos para as divisões que ainda existem entre cristãos, católicos, ortodoxos, protestantes....sentimos a fadiga de tornar plenamente visível esta unidade. O nosso mundo necessita de unidade, de reconciliação, de comunhão e a Igreja é casa de comunhão. Antes de fazer intrigas, um cristão deve morder a própria língua».
Fátima Missionária
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