Porém, empresa não esquece de suas origens e apresenta em evento seus novos processadores
Florianópolis. O mais "antenado" dos usuários de tecnologia tem hoje ao seu redor dispositivos como um smartphone, um tablet, um PC (entre desktops e notebooks) e uma smart TV. À lista de equipamentos conectados à disposição do usuário juntam-se agora os novos óculos multimídia - como o Google Glass - e os relógios inteligentes, que já estão chegando ao mercado. E essa quantidade de aparelhos plugados na rede à nossa volta deve continuar em alta.

Notebook Split x2, da HP, mostra a tendência de aparelhos dois em um, agora com telas destacáveis Foto: Ebenezer Fontenele
No ano de 2020, cada pessoa terá cerca de 26 dispositivos conectados à internet, segundo previsão de um estudo realizado pela consultoria IDC em parceria com a empresa EMC. O dado é citado por Fernando Martins, presidente da Intel no Brasil, empresa fabricante de processadores que elegeu essa tendência da proliferação de dispositivos e máquinas ligados à internet em todos os lugares - a chamada "internet das coisas" - como um dos focos para sua atuação em 2014.
No cenário previsto, serão 200 bilhões de dispositivos no mundo, todos plugados na rede mundial. Além dos aparelhos cada vez mais próximos do usuário, haverá um grande número de equipamentos conectados (no lar, os eletrodomésticos, por exemplo) que conversarão e trocarão dados entre si.
Segundo a pesquisa do IDC, o aumento dos dados gerados e consumidos pelas máquinas, tais como câmeras de vigilância, aliados ao conteúdo gerado pelos humanos e seus dispositivos pessoais, têm contribuído para a duplicação do universo digital nos últimos dois anos, atingindo um montante de 2,8 zettabytes (ZB). O IDC prevê que o universo digital chegará a 40 ZB em 2020, valor que excede cerca de 14% as previsões anteriores.
Como fabricante de chips, a Intel é uma das companhias chave para o futuro desses dispositivos. Para manter-se na ponta de inovaçao desse mercado, a empresa anunciou em seu evento anual para jornalistas - realizado na semana passada, em Florianópolis -, as novas gerações de sua variada gama de processadores, para equipar desde os tradicionais desktops (para os quais a empresa ainda enxerga grande potencial de mercado) até notebooks, tablets, smartphones e equipamentos de "internet das coisas", passando ainda pelos servidores. A empresa que em 1976 lançou o primeiro computador em uma única placa e introduziu os primeiros microcontroladores que habilitam inteligência em carros, eletrodomésticos e milhares de outros produtos, aposta agora em processadores do tipo "system-on-a-chip" (SoC, ou "sistema em um chip"), solução que concentra todos os componentes em único circuito integrado (chip).
Com essa tecnologia, a Intel traz ao mercado processadores que permitem equipamentos menores, com bom desempenho, baixo consumo de energia e que dispensam o uso de ventiladores. Como consequência, vêm o ganho em mobilidade e o maior tempo de autonomia da bateria, algo que agrada em cheio aos usuários. Entre esses processadores estão os da família Quark, com os quais a Intel quer ampliar seu alcance no segmento crescente de internet das coisas e na computação vestível, onde o baixo consumo e o tamanho são mais importantes do que um maior desempenho. O Quark tem um único núcleo de até 400 MHz, compatível com a arquitetura de 32 bits. Os primeiros produtos equipados com esse processador chegam ao mercado em 2014.
Tablets e PCs
A tecnologia SoC também está presente nos processadores da Intel para o crescente segmento de tablets, que no Brasil representarão quase metade de todos os dispositivos de computação em 2014. O destaque é a nova família Bay Trail, baseada na microarquitetura Silvermont, que se destaca por atingir um pico de desempenho aproximadamente três vezes maior do que o da atual geração do Atom, o processador da companhia para ultraportáteis e dispositivos móveis.
O Bay Trail T, destinado aos tablets, pode ter até quatro núcleos e é compatível tanto com o sistema operacional Android quanto com o Windows 8, podendo equipar ainda aparelhos dois-em-um (uma novidade crescente no mercado, que conjuga funções de notebook e tablet). Os tablets com esse processador estarão disponíveis com preços a partir de US$ 199.
De olho ainda no potencial de mercado no Brasil para o segmento de PCs, já que 33% da população do país ainda deseja comprar seu primeiro computador, a Intel também aposta em novas configurações de hardware para estes equipamentos. São as famílias de processadores Bay Trail M (para notebooks e dispositivos dois-em-um, com tela sensível ao toque) e Bay Trail D (desktops do segmento de entrada, para quem busca a primeira aquisição). Ambos permitem equipamentos sem ventilação e de tamanhos reduzidos, com preços a partir de US$ 199. "O desktop ainda representa 41% das vendas no Brasil", salienta Fernando Martins. O presidente da Intel no país acrescenta que o futuro deste segmento está nos equipamentos all-in-one (tudo-em-um), os PCs de mesa que reúnem todos os seus componentes numa só peça. Agora, estes equipamentos podem ser encontrados por menos de R$ 2 mil.
A mesma tendência de queda de preço se verifica com os notebooks com telas conversíveis (que podem ser manipuladas como um tablet). O destaque neste segmento é a chegada dos modelos com tela destacável.
É o caso do Split x2, notebook da HP com tela full HD de 13 polegadas que pode ser desconectada do corpo do aparelho e, contando com uma segunda bateria e memória internas independentes do restante do equipamento, pode ser usada como um tablet. O aparelho, que chega neste mês às lojas, custa R$ 2.799 na versão com processador Core i3 e R$ 3.299 na versão com Core i5.
O jornalista viajou a Florianópolis a convite da Intel Brasil
Diário do Nordeste
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