Em uma longa conversa, a 360 graus, na Casa Santa Marta, Francisco dedica espaço ao Papa Emérito: “Bento XVI não é uma estátua de um museu, é uma instituição”; “não estávamos acostumados a um Emérito e talvez haja outros”; “juntos decidimos que participasse da vida da Igreja”, explica Francisco.
Em meio a muitas referências pessoais e sobre o governo da Igreja, diz “gostar de estar com as pessoas”, “não gostar de interpretações ideológicas”; e que “definir o Papa um ‘super-homem’ é ofensivo, porque o Papa é um homem normal, que ri, chora, tem amigos e dorme tranquilo”.
Afirma que os abusos contra menores são ‘feridas profundíssimas’; que “a Igreja fez muito, seguindo o caminho aberto por Bento XVI”, que “é talvez a única instituição pública que agiu com transparência e responsabilidade, mas é também a única a ser atacada”.
Sobre os divorciados, o Pontífice reafirma que toda decisão será fruto de reflexão profunda; que o matrimônio é entre homem e mulher, e que as uniões civis são pactos de convivência de várias naturezas. “É preciso analisar os casos em sua diversidade”. Falando do papel da mulher na Igreja e de sua promoção, Francisco repete que “não só deve estar mais presente nos lugares de decisão”, mas que “a Igreja é feminina desde sua origem, o princípio mariano a guia, ao lado do petrino”, e que está sendo aprofundado um estudo teologal sobre o tema.
Frisando que a doutrina da Igreja não muda, Francisco admite que é preciso aprofundar, mas ressalva que “os valores são valores”. O Pontífice se refere também às relações ecumênicas e internacionais, citando uma troca de cartas com o Presidente chinês Xi Jinping; mencionando a próxima viagem à Terra Santa; um acordo de inter-comunhão com os ortodoxos. “O caminho para a unidade significa caminhar e trabalhar juntos”.
(CM)
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/03/05/francisco:_o_papa_n%C3%A3o_%C3%A9_uma_estrela_e_nem_um_super-homem/bra-778686
do site da Rádio Vaticano
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