25/04/2014

«A dor da mulher violada é a mesma»

Pedindo uma maior ação nos níveis regional e nacional, a representante especial para a Violência Sexual em Conflitos, Zainab Bangura, sublinhou que «não importa se ela é da Bósnia, da Colômbia ou da Síria ou da África Central, a dor que sente a mulher que foi violada é a mesma».

Ao falar no lançamento do relatório anual do secretário-geral da ONU sobre o tema, Zainab Bangura falou na necessidade de documentar informações preocupantes com base em casos registados pelo sistema das Nações Unidas em 21 países, com o relatório a identificar 34 grupos armados, milícias e forças de segurança governamentais, responsáveis ​​por usar a violação como uma ferramenta em zonas de conflito.

Entre as suas conclusões, o relatório vincula também a violência sexual com as economias locais. O documento observa que a violação é usada para ganhar o controlo de territórios com recursos naturais, incluindo os minerais, que são utilizados por grupos para alimentar o conflito, bem como o tráfico de pessoas e o comércio ilegal de drogas.


Fátima Missionária

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