O Prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, que esteve ligado aos dois processos de canonização, disse à Agência Ecclesia que “a santidade e a humanidade não são duas realidades contrapostas, mas intimamente unidas e inseparáveis”, e completou recordando em particular as relações de proximidade com João Paulo II, com quem colaborou na Cúria Romana.
“Era um Papa moderno, profundamente humano. A explicação para mim é simples: era um santo. Tinha uma fé profunda, concreta, não abstrata. Era um santo apaixonado por Cristo”, lembra. O cardeal português citou ainda a extraordinária simplicidade de João Paulo II: “Sua vida consistiu em defender e promover a pessoa humana, a sua dignidade, e defender com coragem por vezes heróica os direitos fundamentais e naturais do homem. Direitos inalienáveis que têm de ser respeitados e promovidos até ao fim”, prossegue.
Em relação a João XXIII, o Prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos sublinha a simplicidade evangélica de alguém que era realmente como Cristo: “Para mim era uma interpretação autêntica do Evangelho e renovou a imagem de Cristo no seu tempo e no seu pontificado”, observa.
(CM)
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/04/25/card._saraiva:_jpii_e_jo%C3%A3o_xxiii,_dois_papas_humanos/bra-793685
do site da Rádio Vaticano
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