29/04/2014

Sentença de morte para 683 egípcios

Não há margem para dúvidas sobre a extensão e dureza desta sentença. Este novo veredicto é o mais duro que foi recentemente documentado pela Amnistia Internacional em qualquer parte do mundo. A velocidade e a escala destas condenações em massa sublinham como o sistema judicial egípcio se tornou arbitrário após a repressão do governo liderado pelos militares sobre dissidentes políticos.

Perante esta segunda vaga de condenações, a Amnistia Internacional entende que é hora de «agir» e «exortar as autoridades egípcias a anularem a sentença em massa e solicitar novos julgamentos justos».

De acordo com os dados fornecidos pela organização de direitos humanos, ao mesmo tempo que se pronunciou sobre este caso, o juiz em causa reafirmou as sentenças de morte para 37 pessoas, no caso anterior, que envolve mais 528 egípcios. E impôs termos de prisão perpétua para os outros 491 indivíduos.

Fátima Missionária

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