Em sua catequese do último dia 21 de maio, na audiência geral, Francisco prosseguiu sua série sobre os sete dons do Espírito Santo, falando sobre a ciência.
“A ciência que vem do Espírito Santo não se limita ao conhecimento humano: é um dom especial que nos leva a entender, através da Criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua relação profunda com cada criatura”, explicou o Papa.
Desse modo, a ciência nos ajuda a não cair no risco de nos considerarmos senhores da Criação: ela nos foi entregue por Deus para que cuidemos dela e a utilizemos para benefício de todos, com respeito e gratidão.
“Mas quando nós a exploramos, destruímos o sinal de amor de Deus. Destruir a criação é dizer a Deus: “Não gosto da natureza”, reafirmando o amor por nós mesmos. “Eis o pecado”, advertiu o Papa. Cuidar da criação é cuidar do dom de Deus e é agradecer a Ele por ter recebido esta incumbência.
“Esta deve ser a nossa atitude em relação à natureza: protegê-la, caso contrário, a natureza nos destruirá. Não nos esqueçamos disso.”
Francisco recordou um episódio que viveu no meio rural com um senhor simples, que plantava flores.
“Este senhor disse que era preciso proteger as coisas belas que Deus nos deu. Pois Ele perdoa sempre; os homens, “de vez em quando”; mas a natureza, nunca. E se não protegermos a criação, ela nos destruirá. Devemos refletir sobre isso e pedir ao Espírito Santo o dom da ciência para entender bem que a criação é o presente mais belo de Deus, o presente para a melhor das criaturas que Ele criou, que é a pessoa humana.”
Para Dom Cláudio Hummes, franciscano e inspirador do Papa na escolha de seu nome, Francisco traz em si mesmo todo um programa de defesa da Criação. Para ouvi-lo, clique acima.
(CM)
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/06/06/card._hummes:_a_defesa_da_cria%C3%A7%C3%A3o_%C3%A9_pauta_de_francisco/bra-805049
do site da Rádio Vaticano
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