A Síria não registava nenhum caso de pólio desde 1999, mas o recente conflito armado danificou seriamente as infraestruturas de saúde e a doença voltou, piorando o que já era um «desastre humanitário», segundo Chris Maher, coordenador da OMS para Erradicação da Pólio. Antes do início da guerra civil, há três anos, a vacinação contra o vírus chegava a alcançar 99 por cento das crianças. Agora, este índice caiu para 52 por cento.
Além da Síria, o Iraque também declarou um surto de pólio, após o vírus ser confirmado em duas crianças. Na Somália, foram quatro casos registrados este ano, os primeiros após seis anos. E cerca de 500 mil de menores em regiões de difícil acesso do país africano não foram vacinadas, de acordo com a Rádio ONU. Apesar de não haver cura para o vírus, a OMS assegura que a vacina, apenas duas gotinhas na boca, é segura e eficaz para prevenir a paralisia. As crianças precisam receber a dose várias vezes para garantir proteção por toda a vida.
Fátima Missionária
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