Organizadores passaram o dia montando a estrutura em frente ao Palácio do Campo das Princesas
O governo de Pernambuco já trabalha com a possibilidade de que o funeral de Eduardo Campos reúna de 100 mil a 150 mil pessoas nas ruas de Recife. Além da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 12 governadores, empresários, o presidente da Fiat (que tem fábrica instalada em Pernambuco), Cledorvino Belini, e o embaixador da Itália no Brasil, Raffaelle Trombetta, já confirmaram presença da cerimônia.
Organizadores passaram o dia montando a estrutura em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, onde acontecerá o velório. O cerimonial já conta com a possibilidade de os restos mortais de Campos, do assessor de imprensa Carlos Percol, do fotógrafo Alexandre Severo e do cinegrafista Marcelo Lira chegarem à base aérea de Recife só na noite de sábado ou na madrugada de domingo. O caixão de Campos será conduzido ao Palácio num carro do Corpo de Bombeiros. Os demais devem ser transportados em carros funerários.
O velório será na calçada da sede do governo. Uma foto de cada um será colocada sobre os caixões, que devem estar cobertos com as bandeiras do Brasil. A viúva de Campos, Renata Campos, já escolheu a foto que ficará sobre o caixão do marido: Campos aparecerá com uma bandeira do Brasil de fundo.
Uma rua nas imediações do Palácio será destinada para o estacionamento dos ônibus que estão a caminho da capital pernambucana com eleitores e admiradores de Campos. A primeira caravana, que vem de Ouricuri, cidade do sertão do Araripe, está prevista para chegar ainda na noite desta sexta-feira, 15.
Desde o início da organização do funeral, o cerimonial do Palácio já sabia que a despedida a Eduardo Campos reuniria mais admiradores que a do avô, o ex-governador Miguel Arraes. Em 2005 80 mil pessoas acompanharam o funeral do pessebista pelas ruas de Recife.
Comoção
O clima nas ruas de Recife é de comoção. Outdoors foram colocados nas ruas com fotos de Eduardo Campos abraçado ao avô falecido há 9 anos. "Os sonhos não morrem jamais", diz a mensagem escrita sobre um fundo preto.
"Está todo mundo sem acreditar. Não sou eleitor dele, mas tenho um sentimento de amizade e apreço por ele", disse o taxista Edivaldo Matias, de 54 anos. Ele soube da tragédia por um passageiro e ficou chocado com a notícia. "Sou Lula até dizer basta, mas meu sentimento com Eduardo é profundo. Foi uma covardia. Ele podia ganhar nas eleições de 2018", afirmou o taxista com os lágrimas no olhos.
A camareira Maria do Carmo Mello, de 45 anos, contou que sua família ficou muito abalada com a tragédia e lamentou que o filho mais novo do ex-governador, Miguel, não terá a oportunidade de conviver com o pai. "O bebezinho não vai ter o acompanhamento do Eduardo", comentou.
Estadão Conteúdo

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