A correção fraterna, explicou o Santo Padre, citando o capítulo 18 de São Mateus, exige da parte de quem a faz «uma atitude de delicadeza, prudência, humildade, atenção em relação a quem cometeu um erro, evitando que as palavras possam ferir e matar o irmão».
De facto «quando eu falo mal, faço uma crítica injusta, esfolo um irmão com a minha língua, isto é matar a fama do outro. As palavras também matam», avisou Francisco para quem «é muito feio ver sair da boca de um cristão um insulto ou uma agressão», porque «insultar não é cristão».
Após esta reflexão, Francisco realçou os passos importantes que se deram nestes últimos dias para procurar uma trégua nas regiões atingidas pelo conflito no leste da Ucrânia: «Apesar de ter ouvido hoje notícias pouco reconfortantes, desejo, no entanto, que esses passos possam levar alívio à população e contribuir para os esforços por uma paz duradoura», afirmou o Papa, pedindo orações para que «na lógica do encontro, o diálogo agora começado possa prosseguir e dar o fruto esperado».
O Pontífice recordou também os alertas enviados pelo bispo do Lesoto, na África, apelando à paz nesse país, após um golpe militar: «Condeno todos os atos de violência e rezo ao Senhor para que no Reino do Lesoto se restabeleça a paz na justiça e na fraternidade», afirmou.
Por outro lado, não esquecendo a situação do Iraque, Francisco manifestou o seu «apreço» pelo envio de um comboio humanitário da Cruz Vermelha Italiana para o Iraque, destinado a ajudar «dezenas de milhares de refugiados» em Erbil, vítimas da violência do autoproclamado Estado Islâmico.
Fátima Missionária
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