29/09/2014

IPSS preocupadas com aumento do salário mínimo


A decisão do governo de aumentar o salário mínimo nacional, em acordo com os parceiros sociais, vai aumentar as despesas das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e reduzir a margem de manobra para muitas organizações, que vivem já uma situação de estrangulamento financeiro. Para minimizar os efeitos da medida, a Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS) vai procurar um acordo com o governo, numa tentativa de reforçar os apoios. 

«Temos muitos trabalhadores a ganhar o ordenado mínimo e embora o aumento seja escasso, obriga a maior despesa e sabemos que as IPSS têm poucos recursos, pelo que vai ser muito difícil, sabendo nós que há instituições perto da insolvência e algumas já são insolventes», afirmou em Fátima, esta segunda-feira, 29 de setembro, o padre Lino Maia, presidente da CNIS. 

Falando à margem do encontro “As IPSS e a saúde – Perspetivas para o século XXI”, o sacerdote manifestou abertura para um eventual entendimento com o Ministério da Saúde, para a colocação dos médicos e instalações das instituições de solidariedade ao dispor do Serviço Nacional de Saúde, uma medida em estudo pelo titular da pasta. 

Convidado a participar no seminário, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, abriu as portas a um possível acordo com as IPSS para colmatar a falta de médicos de família em Portugal. «Temos um período excecional de três, quatro anos, até podermos ter médicos suficientes contratados pelo Estado, portanto, vamos ter que recorrer a várias formas durante este período transitório, e isso abre uma janela de oportunidade para colaborar com as IPPS, que estão disseminadas pelo país”, afirmou o governante.


Fátima Missionária

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