A responsável admite que «os governos têm decisões difíceis a tomar» e precisam de aplicar cortes orçamentais e medidas de austeridade, mas antes de as decidir deviam ter «em atenção os impactos que vão ter nos mais vulneráveis». «O verdadeiro impacto das medidas de consolidação orçamental e redução do défice na vida das crianças [em Portugal] ainda está por medir», refere Madalena Marçal Grilo, dando como exemplo as mais de 500 mil crianças que perderam o direito ao abono de família, entre 2009 e 2012.
Para a representante da UNICEF, citada pela agência Lusa, os desafios que a recuperação económica coloca ao Estado português dá-lhe «uma oportunidade única de mudar e de adotar uma visão transformadora com futuro, que ponha os direitos das crianças no centro das políticas de combate à crise». «Uma recuperação da crise baseada no respeito pelos direitos humanos é a melhor estratégia para corrigir as desigualdades e erradicar a pobreza e promover a coesão social», defendeu.
Fátima Missionária
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