Organização realizou protesto nas Linhas de Nazca em dezembro passado.
Região é protegida por lei por conter geoglifos milenares.
Da EFE
Foto mostra ativistas ao redor de faixa estendida perto das Linhas de Nazca, no Peru, em dezembro passado, durante manifestação pelo clima (Foto: Thomas Reinecke/Greenpeace)
saiba mais
- Peru vai processar Greenpeace por danos às Linhas de Nazca
- Greenpeace se desculpa por protesto nas Linhas de Nazca, no Peru
- Greenpeace falta a depoimento na justiça sobre danos a Nazca
- Peru dá sinal verde para extraditar membro do Greenpeace
O governo do Peru dará início a ações legais contra a organização ambiental Greenpece pelos danos causados na zona arqueológica das Linhas de Nazca, durante um ato do grupo em 2014, anunciou a ministra de Cultura, Diana Álvarez-Calderón.
Os ativistas foram até a zona do monumento para colocar um enorme cartaz ao lado do geoglifo do Colibri, dirigido aos líderes políticos reunidos em Lima durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP20).
Após apresentar na cidade de Arequipa o programa de atividades em homenagem ao bicentenário da morte do poeta Mariano Melgar, ela declarou à imprensa local que o órgão contratou um estudo internacional de advogados para elaborar uma estratégia a ser seguida contra o Greenpeace.
“O patrimônio peruano é enorme e temos a lei para protegê-lo. Queremos que se cumpra e, se alguém o afeta, que responda por isso”, disse.
As linhas de Nasca têm mais de 2.000 anos de antiguidade, com figuras geométricas e de animais, que só podem ser contempladas do alto. Seu significado real é um enigma. Alguns cientistas as consideram um observatório astronômico, outros, um calendário.
Extradição
A Corte Suprema de Justiça do Peru declarou procedente em 26 de fevereiro a solicitação de extradição do ativista argentino Mauro Fernández, acusado de participação na ação do Greenpeace que danificou o geoglifo do Colibri em 8 de dezembro.
Fernández tem ordem de prisão preventiva do Primeiro Juizado de Investigação Preparatória de Nazca, ao sul de Lima, pela suposta participação no crime contra o patrimônio, na modalidade de atentado contra monumentos arqueológicos.
A ministra disse que acredita que o processo de extradição não deva ser demorado, e indicou que agora o Poder Judiciário argentino deve verificar “as sanções que se encaixam” entre os códigos e ordenamentos penais de ambos os países.
Além de Mauro Fernández, foram denunciados o colombiano Herbert Augusto Villarraga Salgado e o argentino Rodrigo Miguel Abd, fotógrafo da “Associated Press”, agência de notícias que alega que seu trabalho era de cobertura jornalística quando foi à região protegida
.
http://goo.gl/W5tbWx

Nenhum comentário :
Postar um comentário