Metade da população mundial sem acesso a água para consumo doméstico vive na região da África subsariana. Cerca de 180 mil crianças, menores de cinco anos, morrem todos os anos com doenças relacionadas com este problema
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) denunciou esta terça-feira, 15 de dezembro, que morrem anualmente cerca de 180 mil crianças menores de cinco anos, na África subsariana, devido a problemas de saúde relacionados com a falta de água potável, sanidade e higiene. Dá uma média de 500 mortes diárias.
Numa conferência sobre a água, realizada em Dakar, capital do Senegal, foi ainda revelado que cerca de metade da população mundial sem acesso a água potável vive na região da África subsariana, onde 700 milhões de pessoas nem sequer dispõem de sistemas de saneamento.
As Nações Unidas estimam que o acesso inadequado à água, saneamento e higiene causa perdas económicas globais de 236 mil milhões de euros, o que, a juntar ao número de mortes, leva os responsáveis da UNICEF a pedir mais ação.
«Com crianças a morrer todos os dias, com milhões de desnutridos, com perdas econômicas astronômicas, não podemos continuar a fazer o mesmo de sempre. Sabemos o que há a fazer e é necessário definir um caminho para fazê-lo mais rápido e melhor. Há muitas opções em cima da mesa, mas o que não é uma opção é permitir que as crianças continuem a pagar pela nossa falta de ação», afirmou o diretor regional da UNICEF para a África Ocidental e Central, Manuel Fontaine.
Fátima Missionária
Morrem 500 crianças por dia por falta de água potável
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