O Papa abriu hoje a Porta Santa do Jubileu da Misericórdia na Catedral de Roma, a Basílica de São João de Latrão, num dia em que convidou à “alegria” do Natal para combater a tristeza e a solidão.
“Abrimos a Porta Santa, aqui e em todas as catedrais do mundo. Também este simples sinal é um convite à alegria: começa o tempo do grande perdão, é o Jubileu da Misericórdia, é o momento para redescobrir a presença de Deus e a sua ternura de Pai. Deus não ama a rigidez. Ele é Pai, é terno. Faz tudo com a ternura de Pai”, declarou, na homilia da Eucaristia a que presidiu na basílica papal.
Esta é a terceira Porta Santa aberta por Francisco, depois de Bangui, capital da República Centro Africana, a 29 de novembro, e da Basílica de São Pedro, no Vaticano, a 8 de dezembro, abrindo oficialmente o Ano Santo extraordinário da Misericórdia.
“A alegria de atravessar a Porta da Misericórdia é acompanhada do compromisso de acolher e testemunhar um amor que vai além da justiça, um amor que não conhece fim. Somos responsáveis por esse amor infinito, apesar das nossas contradições”, sublinhou o pontífice argentino.
A Missa teve início diante da Porta Santa, no adro da Basílica, que o Papa atravessou em primeiro lugar, sendo seguido pelos concelebrantes, uma delegação de seis sacerdotes da Diocese de Roma, um diácono e quinze leigos.
Na homilia da celebração, Francisco sublinhou que a alegria, que marca a celebração deste III Domingo de Advento – tempo de preparação para o Natal no calendário litúrgico da Igreja Católica – permite ao ser humano “olhar para o futuro com serenidade” e não ficar tomado “pelo cansaço”.
“Não nos é permitida nenhuma forma de tristeza, embora tenhamos motivos para isso devido a muitas preocupações e por causa das múltiplas formas de violência que ferem esta nossa humanidade. A vinda do Senhor, porém, deve encher o nosso coração de alegria”, precisou.
A intervenção recordou o ensinamento de João Batista às multidões, no tempo de Jesus, que convidada a “agir com justiça e a olhar para as necessidades daqueles que se encontram necessitados”.
“Diante da Porta Santa que chamados a atravessar, é-nos pedido para sermos instrumentos de misericórdia, conscientes de que seremos julgados sobre isso. Quem foi batizado sabe ter uma obrigação maior”, prosseguiu.
A atual Porta Santa da Basílica de São João de Latrão foi realizada pelo escultor Floriano Bodini; a obra de bronze tem uma altura de 3,60 metros e uma largura de 1,90 metros.
Neste II Domingo do Advento, por vontade do Papa Francisco, são abertas as Portas Santas em todas as Catedrais do mundo.
OC
Papa abriu Porta Santa da Catedral de Roma, símbolo do «tempo do grande perdão»
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