Conforme vemos, a missão não é algo secundário na vida do discípulo de Jesus, seja ele ordenado como padre ou diácono, religioso ou leigo, mas é essencial, ou seja, sem ela, não há razão de existir. Que dizer, então, de um padre, diácono, religioso ou religiosa, seminarista ou aspirante que não quer ouvir falar da missão? A Igreja existe de verdade quando assume a missão, vocação que se realiza mais no âmbito do "ser" do que do "fazer". A missão aos povos sempre foi, e sempre será a grande vocação da Igreja. Não é exagero afirmar que, se a Igreja não for missionária por natureza, por essência, (AG 2) ela simplesmente não existe como tal ou então não é a Igreja de Jesus Cristo.
Missão Ad Gentes
Pensa-se muito na pastoral de manutenção, na administração do culto, dos sacramentos e na "desobriga". Mesmo que tenham o direito de serem assistidos, essa ação evangelizadora não atinge mais de 3% dos 30% que são cristãos, isso num universo de sete bilhões de seres humanos. Seria preciso pensar em ministérios capazes de chegar aos 27% dos batizados que não participam ativamente da Igreja e precisam de uma "nova evangelização ou "re-evangelização". Penso na comunicação e na acolhida como serviços essenciais. Contudo, acima dessa justa preocupação está o primeiro anúncio entendido como missão Ad Gentes, para 70% da população mundial e que constitui a principal missão da Igreja. "É dando a fé que ela se fortalece" (RM 2). Mais do que amar a Deus no culto do templo, somos desafiados a sair da sacristia e do presbitério para amar a Deus no próximo com uma espiritualidade que abranja todas as expressões da vida humana. A vida plena é uma vida doada, partilhada, isso é missão, então a nossa vida é missão, eis a Vocação.
Pensa-se muito na pastoral de manutenção, na administração do culto, dos sacramentos e na "desobriga". Mesmo que tenham o direito de serem assistidos, essa ação evangelizadora não atinge mais de 3% dos 30% que são cristãos, isso num universo de sete bilhões de seres humanos. Seria preciso pensar em ministérios capazes de chegar aos 27% dos batizados que não participam ativamente da Igreja e precisam de uma "nova evangelização ou "re-evangelização". Penso na comunicação e na acolhida como serviços essenciais. Contudo, acima dessa justa preocupação está o primeiro anúncio entendido como missão Ad Gentes, para 70% da população mundial e que constitui a principal missão da Igreja. "É dando a fé que ela se fortalece" (RM 2). Mais do que amar a Deus no culto do templo, somos desafiados a sair da sacristia e do presbitério para amar a Deus no próximo com uma espiritualidade que abranja todas as expressões da vida humana. A vida plena é uma vida doada, partilhada, isso é missão, então a nossa vida é missão, eis a Vocação.
Muito além de especialistas do culto, precisamos de discípulos missionários plenamente identificados com a Pessoa e a Missão de Jesus. Generosos e desprendidos para colocarem-se a caminho, movidos por uma mística de itinerantes que não os deixa fixarem-se em lugares e estruturas que já não favorecem a transmissão da fé. Pessoas de fé que vivem uma espiritualidade missionária profética, porque se identificam com a profecia de Jesus; apostólica porque alicerçada na experiência e tradição dos apóstolos e das primeiras comunidades; evangélica porque tem o Evangelho de Jesus como ponto central que ilumina e torna autêntica a Missão; e universal porque em plena unidade com Deus, que ama sem fronteiras, está preocupada com toda a humanidade.
Sonho com uma Igreja que viva e anuncie a mensagem de Jesus sobre o Reino de Deus. Uma Igreja animada pelo Espírito de Jesus, itinerante, encarnada e missionária. Uma Igreja sólida e organizada, mas em movimento, contagiada pela força do Espírito, dinâmica e aberta aos anseios do mundo. Uma Igreja comunidade de comunidades, voltada preferencialmente para os excluídos com características de família (hospitaleira), samaritana (servidora), celebrativa (na ação litúrgica da fé), profética (transformadora) e missionária (aberta ao mundo). Uma Igreja que viva a sua verdadeira vocação como sacramento (sinal) visível da presença do amor misericordioso de Deus, revelado em Jesus Cristo, pela humanidade inteira.
Sonho com uma Igreja que viva e anuncie a mensagem de Jesus sobre o Reino de Deus. Uma Igreja animada pelo Espírito de Jesus, itinerante, encarnada e missionária. Uma Igreja sólida e organizada, mas em movimento, contagiada pela força do Espírito, dinâmica e aberta aos anseios do mundo. Uma Igreja comunidade de comunidades, voltada preferencialmente para os excluídos com características de família (hospitaleira), samaritana (servidora), celebrativa (na ação litúrgica da fé), profética (transformadora) e missionária (aberta ao mundo). Uma Igreja que viva a sua verdadeira vocação como sacramento (sinal) visível da presença do amor misericordioso de Deus, revelado em Jesus Cristo, pela humanidade inteira.
* Jaime Carlos Patias, imc, é diretor da revista Missões.
Fonte: Revista Missões


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