FÁTIMA
versas Contemporâneas Consolata
«Texto Francisco Pedro | Foto Ana Paula | 19/01/2013 | 19:39
TeresaToldy, professora universitária
Os cristãos precisam de ultrapassar o preconceito de que existem linhas que os separam dos outros crentes, ou até dos ateus, e avançar para uma forma mais interventiva de tornar o mundo mais humano, sugeriu Teresa Toldy, este sábado, em Fátima
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Existe um nós e um eles para os cristãos? No entender de Teresa Toldy existe. Segundo a professora na Universidade Fernando Pessoa e investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, os cristãos têm tendência para construir a realidade a partir desta dicotomia. E, por vezes, esquecem-se que todos habitam o mesmo mundo, independentemente da religião que professam, e que é nesse espaço que devem intervir para o tornar mais humano.
«O que me parece é que nós, os cristãos, tendemos a estabelecer linhas de divisão e a ver a realidade numa dicotomia entre o nós e o eles [de outras religiões], quando o importante é percebermos que vivemos todos no mesmo mundo, e que é nessa realidade que temos que estar presentes e somos chamados a intervir. Não são os cristãos que têm o Deus e o Espírito Santo no bolso», afirmou a investigadora, este sábado, 19 de janeiro, em mais uma sessão do ciclo de Conversas Contemporâneas da Consolata.
Para Teresa Toldy, o fundamental é que cada cristão consiga perceber em que medida pode contribuir com a sua fé para um mundo melhor. «Mesmo acreditando na Vida Eterna, ela não é uma segunda edição da que já vivemos. Só temos uma vida para viver e o ideal é vivê-la intensamente e com convicção». Ou seja, deve haver mais participação cristã na vida pública, desde a política ao associativismo, pois «é esse o espaço de construção da realidade e de uma humanidade mais humana», adiantou a docente universitária.
Convidada a dissertar sobre «A missão Ad Gentes nos tempos de hoje à luz do Vaticano II», Toldy realçou que os vários documentos produzidos no Concílio ainda hoje são inspiradores para a renovação da Igreja, pois convidam a descobrir na história da humanidade os sinais da presença de Deus. E alertou para o perigo do cristianismo eurocêntrico, um fenómeno que «não corresponde à realidade» e que pode traçar mais uma linha perigosa na procura da convergência de valores.
A segunda edição do ciclo de Conversas Contemporâneas Consolata, encerra domingo, 20 de janeiro, com um testemunho sobre «A Igreja Ministerial em Moçambique», a partir das 09h30, no Centro Missionário Allamano. Estarão presentes o missionário português Diamantino Antunes e o professor universitário e ex-presidente da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique, Brazão Mazula. Após a sessão realiza-se uma eucaristia celebrativa da Fundação dos Institutos.
«O que me parece é que nós, os cristãos, tendemos a estabelecer linhas de divisão e a ver a realidade numa dicotomia entre o nós e o eles [de outras religiões], quando o importante é percebermos que vivemos todos no mesmo mundo, e que é nessa realidade que temos que estar presentes e somos chamados a intervir. Não são os cristãos que têm o Deus e o Espírito Santo no bolso», afirmou a investigadora, este sábado, 19 de janeiro, em mais uma sessão do ciclo de Conversas Contemporâneas da Consolata.
Para Teresa Toldy, o fundamental é que cada cristão consiga perceber em que medida pode contribuir com a sua fé para um mundo melhor. «Mesmo acreditando na Vida Eterna, ela não é uma segunda edição da que já vivemos. Só temos uma vida para viver e o ideal é vivê-la intensamente e com convicção». Ou seja, deve haver mais participação cristã na vida pública, desde a política ao associativismo, pois «é esse o espaço de construção da realidade e de uma humanidade mais humana», adiantou a docente universitária.
Convidada a dissertar sobre «A missão Ad Gentes nos tempos de hoje à luz do Vaticano II», Toldy realçou que os vários documentos produzidos no Concílio ainda hoje são inspiradores para a renovação da Igreja, pois convidam a descobrir na história da humanidade os sinais da presença de Deus. E alertou para o perigo do cristianismo eurocêntrico, um fenómeno que «não corresponde à realidade» e que pode traçar mais uma linha perigosa na procura da convergência de valores.
A segunda edição do ciclo de Conversas Contemporâneas Consolata, encerra domingo, 20 de janeiro, com um testemunho sobre «A Igreja Ministerial em Moçambique», a partir das 09h30, no Centro Missionário Allamano. Estarão presentes o missionário português Diamantino Antunes e o professor universitário e ex-presidente da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique, Brazão Mazula. Após a sessão realiza-se uma eucaristia celebrativa da Fundação dos Institutos.
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