MUNDO
Colômbia
Texto Francisco Pedro | Foto FM | 09/07/2012 | 16:00
Guerrilheiros das FARC atacaram forças militares na povoação de Toribio, no Vale do Cauca. Há pelos menos dois feridos e mais de 40 casas foram destruídas. Os Missionários da Consolata tiveram que procurar refúgio
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Um ano depois do violento ataque à população de Toribio, no Vale do Cauca, Colômbia, e quando a comunidade se preparava para assinalar a data com uma marcha e diferentes atividades culturais contra a guerra e qualquer outra forma de violência, foram retomados os confrontos entre os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e os militares do exército. Há registo de pelo menos dois feridos e centenas de deslocados. Os dois missionários da Consolata presentes na aldeia montanhosa tiveram que deixar a paróquia e refugiar-se em São Francisco, na casa das irmãs da Congregação Madre Laura.
«Estamos a viver uma situação que afeta todo o trabalho pastoral, porque fomos obrigados a cancelar atividades importantes, como os encontros de jovens e da infância missionária, as festas da padroeira, que começaram a ser organizadas há meses, e tivemos que celebrar um casamento em 40 minutos, no meio de trocas de tiros», testemunhou o padre Irungu Mungai.
Após o início dos confrontos, muitos dos moradores do centro de Toribio dirigiram-se para as instalações do Colégio CECIDIC – um projeto dos Missionários da Consolata – à procura de refúgio. Outros, deslocaram-se para a comunidade de São Francisco, onde foram acolhidos em casas de pessoas que se disponibilizaram para os acolher. «Esta é uma guerra contra o povo, porque quando se enfrentam dois elefantes, é o pasto quem mais sofre», adiantou o sacerdote.
«O exército está resguardado num bunker. E ouvem-se disparos aqui muito perto. A guerrilha está nos arredores da povoação e diz-se que querem destruir o abrigo da polícia, como fizeram o ano passado, com um carro bomba», disse o prefeito de Toribio, Ezequiel Vitonás, numa entrevista à Rádio Caracol.
Há um ano, a 9 de julho, os guerrilheiros da Frente 6 das FARC fizeram explodir um carro bomba no posto da polícia de Toribio, quando decorria o mercado na praça central da localidade. Quatro pessoas morreram e 80 ficaram feridas. Em consequência do ataque 97 casas ficaram destruídas e 180 sofreram danos.
«Estamos a viver uma situação que afeta todo o trabalho pastoral, porque fomos obrigados a cancelar atividades importantes, como os encontros de jovens e da infância missionária, as festas da padroeira, que começaram a ser organizadas há meses, e tivemos que celebrar um casamento em 40 minutos, no meio de trocas de tiros», testemunhou o padre Irungu Mungai.
Após o início dos confrontos, muitos dos moradores do centro de Toribio dirigiram-se para as instalações do Colégio CECIDIC – um projeto dos Missionários da Consolata – à procura de refúgio. Outros, deslocaram-se para a comunidade de São Francisco, onde foram acolhidos em casas de pessoas que se disponibilizaram para os acolher. «Esta é uma guerra contra o povo, porque quando se enfrentam dois elefantes, é o pasto quem mais sofre», adiantou o sacerdote.
«O exército está resguardado num bunker. E ouvem-se disparos aqui muito perto. A guerrilha está nos arredores da povoação e diz-se que querem destruir o abrigo da polícia, como fizeram o ano passado, com um carro bomba», disse o prefeito de Toribio, Ezequiel Vitonás, numa entrevista à Rádio Caracol.
Há um ano, a 9 de julho, os guerrilheiros da Frente 6 das FARC fizeram explodir um carro bomba no posto da polícia de Toribio, quando decorria o mercado na praça central da localidade. Quatro pessoas morreram e 80 ficaram feridas. Em consequência do ataque 97 casas ficaram destruídas e 180 sofreram danos.
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