MUNDO
Texto Francisco Pedro | Foto Ana Paula | 09/07/2012 | 08:00
A tarefa é árdua, mas a determinação é grande. Ashenafi Yonas Abebe, 33 anos, foi ordenado sacerdote em 2008 e enviado para a Polónia, para a nova missão dos Missionários da Consolata
IMAGEM
Numa curta passagem por Portugal, fez o balanço de três anos de trabalho, que têm como objetivo abrir os caminhos do Leste “à riqueza espiritual de Allamano”
FÁTIMA MISSIONÁRIA A vossa presença na Polónia é uma janela de oportunidade para a entrada na Europa de Leste?
Ashenafi Yonas Abebe Sim. O 10º Capítulo Geral decidiu conhecer e aproveitar a riqueza da Europa de Leste, através de países como Ucrânia e Bielorrússia. Porém, a situação política e económica destes países era muito difícil e abriu-se uma base na Polónia. O ano passado já começámos a visitar escolas, a trabalhar com crianças das Obras Missionárias Pontifícias e com grupos de jovens nas paróquias. A partir daí, este ano determinámos que temos de conhecer a Bielorrússia e a Ucrânia. O primeiro passo é fazer com que se enamorem da Consolata e da riqueza espiritual de Allamano.
São países com realidades muito diferentes das que estão habituados?
AYA O Leste é uma outra realidade. A Bielorrússia é um país de ortodoxos e a Ucrânia também tem muitos. E a mentalidade comunista está fortemente enraizada. Por isso, é um terreno de diálogo. É fundamental termos capacidade para trabalharmos juntos, mesmo com outras religiões. Para cada pessoa e para cada realidade, a sua religião é importante. Não podemos separar a pessoa da sua cultura. Mas podemos, de modo especial, dar elementos fundamentais do Evangelho a estas culturas.
Foi um dos convidados no Capítulo Provincial, em Fátima. Que impressão leva da Província portuguesa?
AYA Fiquei impressionado. Portugal tem todas as condições para continuar a fazer uma boa missão, seja no campo da animação missionária, seja na formação e na evangelização. O mais importante é atualizar-se e ler a realidade com os olhos de hoje, com os olhos da fé. Tem muitos missionários com idade avançada, mas isso, em parte, é uma graça porque é gente que viveu uma experiência fortemente missionária, religiosa e de fé. Eles devem escutar as chamadas e aceitar os desafios do presente. Porque não podemos responder como há 50 ou 60 anos. A missão deve caminhar com o mundo, para dar uma resposta adequada.
FÁTIMA MISSIONÁRIA A vossa presença na Polónia é uma janela de oportunidade para a entrada na Europa de Leste?
Ashenafi Yonas Abebe Sim. O 10º Capítulo Geral decidiu conhecer e aproveitar a riqueza da Europa de Leste, através de países como Ucrânia e Bielorrússia. Porém, a situação política e económica destes países era muito difícil e abriu-se uma base na Polónia. O ano passado já começámos a visitar escolas, a trabalhar com crianças das Obras Missionárias Pontifícias e com grupos de jovens nas paróquias. A partir daí, este ano determinámos que temos de conhecer a Bielorrússia e a Ucrânia. O primeiro passo é fazer com que se enamorem da Consolata e da riqueza espiritual de Allamano.
São países com realidades muito diferentes das que estão habituados?
AYA O Leste é uma outra realidade. A Bielorrússia é um país de ortodoxos e a Ucrânia também tem muitos. E a mentalidade comunista está fortemente enraizada. Por isso, é um terreno de diálogo. É fundamental termos capacidade para trabalharmos juntos, mesmo com outras religiões. Para cada pessoa e para cada realidade, a sua religião é importante. Não podemos separar a pessoa da sua cultura. Mas podemos, de modo especial, dar elementos fundamentais do Evangelho a estas culturas.
Foi um dos convidados no Capítulo Provincial, em Fátima. Que impressão leva da Província portuguesa?
AYA Fiquei impressionado. Portugal tem todas as condições para continuar a fazer uma boa missão, seja no campo da animação missionária, seja na formação e na evangelização. O mais importante é atualizar-se e ler a realidade com os olhos de hoje, com os olhos da fé. Tem muitos missionários com idade avançada, mas isso, em parte, é uma graça porque é gente que viveu uma experiência fortemente missionária, religiosa e de fé. Eles devem escutar as chamadas e aceitar os desafios do presente. Porque não podemos responder como há 50 ou 60 anos. A missão deve caminhar com o mundo, para dar uma resposta adequada.
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