MUNDO
Investigadores norte-americanos chamados a ajudar
Texto Francisco Pedro | Foto James Akena/Reuters | 02/08/2012 | 07:45
Uma estranha forma de epilepsia que afeta em particular as crianças continua a espalhar-se no Uganda, sem que os especialistas consigam descobrir as causas e o grau de contágio. As autoridades já registaram 300 vítimas da doença
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As crianças com idades entre os cinco e os 15 anos são as mais atingidas por uma misteriosa forma de epilepsia que está a espalhar-se pelo Uganda e provocou já 300 vítimas mortais no norte do país e em algumas regiões do Sudão Sul. A doença impede o crescimento, destrói a capacidade cognitiva e torna os menores incapazes de fazer até mesmo as coisas mais simples, ou reconhecer seus próprios pais. Segundo as autoridades ugandenses, cerca de 3 mil crianças sofrem deste mal, revelou a agência Fides.
Para tentar travar a progressão da síndrome inexplicável, as organizações de saúde locais organizaram uma conferência internacional, com 120 cientistas provenientes de várias partes do mundo. O objetivo é tentar descobrir a causa da doença, perceber se é contagiosa e como se manifesta apenas em algumas comunidades. A pedido do governo ugandense, os Centros dos Estados Unidos da América para o Controle e Prevenção de Doenças estudam a síndrome desde 2009, mas sem grandes resultados.
Os investigadores têm centrado as pesquisas numa possível relação entre a doença e o parasita que causa a cegueira. Os habitantes das zonas fronteiriças do Uganda acreditam que o problema tem suas raízes na violência e prevalece nas áreas mais afetadas pela herança deixada pela guerra brutal de Joseph Kony, líder do Exército de Resistência do Senhor que recruta meninos e meninas para matar ou usá-los como escravos sexuais.
Para tentar travar a progressão da síndrome inexplicável, as organizações de saúde locais organizaram uma conferência internacional, com 120 cientistas provenientes de várias partes do mundo. O objetivo é tentar descobrir a causa da doença, perceber se é contagiosa e como se manifesta apenas em algumas comunidades. A pedido do governo ugandense, os Centros dos Estados Unidos da América para o Controle e Prevenção de Doenças estudam a síndrome desde 2009, mas sem grandes resultados.
Os investigadores têm centrado as pesquisas numa possível relação entre a doença e o parasita que causa a cegueira. Os habitantes das zonas fronteiriças do Uganda acreditam que o problema tem suas raízes na violência e prevalece nas áreas mais afetadas pela herança deixada pela guerra brutal de Joseph Kony, líder do Exército de Resistência do Senhor que recruta meninos e meninas para matar ou usá-los como escravos sexuais.
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