MUNDO
Projecto de mineradora foi suspenso
Foto Survival | 02/08/2012 | 15:15
Magistrado brasileiro mandou suspender as obras de duplicação de uma linha ferroviária, que iria comprometer a sobrevivência da tribo indígena Awá, classificada como a mais ameaçada do mundo. Mesmo sem licença, a empresa já tinha iniciado as obras
IMAGEM
Uma multa de 50 mil reais por dia é quanto a mega mineradora do Brasil (Vale) vai ter que pagar se não acatar a ordem de um juiz, que determinou a suspensão do projeto de duplicação da polémica ferrovia de Carajás, nos limites do 'habitat' natural dos índios Awá. A linha é atravessada por comboios carregados de minério, com quase dois quilómetros de extensão.
Com as obras previstas, a gigante do minério no Brasil pretendia abrir caminho à circulação simultânea de comboios, nos dois sentidos, entre a maior mina de ferro do mundo e a costa maranhense. Os indígenas protestaram, alegando que o aumento do barulho provocado pelas composições iria afastar a caça e pôr em causa a sobrevivência da tribo. O tribunal deu-lhes razão.
«Nós não aceitamos a ampliação da ferrovia passando em frente ao nosso território. É muito ruim! Faz muito barulho! Os caçadores não caçam nada, a caça fica arisca e vai embora para longe», queixou-se um índio Awá, citado pela Survival Internacional, uma organização não governamental de apoio aos povos indígenas.
«Assumindo que a decisão do juiz seja respeitada, trata-se de uma boa notícia para os Awá. Porém, a ferrovia não é a única ameaça para a sobrevivência da tribo. Madeireiros, fazendeiros e colonos ainda estão desrespeitando escandalosamente a lei. Apesar de todas as garantias dadas pelas autoridades brasileiras, o estilo de vida Awá continua sendo ameaçado – precisamos de ação», alertou o presidente da Survival Internacional, Stephen Corry.
Com as obras previstas, a gigante do minério no Brasil pretendia abrir caminho à circulação simultânea de comboios, nos dois sentidos, entre a maior mina de ferro do mundo e a costa maranhense. Os indígenas protestaram, alegando que o aumento do barulho provocado pelas composições iria afastar a caça e pôr em causa a sobrevivência da tribo. O tribunal deu-lhes razão.
«Nós não aceitamos a ampliação da ferrovia passando em frente ao nosso território. É muito ruim! Faz muito barulho! Os caçadores não caçam nada, a caça fica arisca e vai embora para longe», queixou-se um índio Awá, citado pela Survival Internacional, uma organização não governamental de apoio aos povos indígenas.
«Assumindo que a decisão do juiz seja respeitada, trata-se de uma boa notícia para os Awá. Porém, a ferrovia não é a única ameaça para a sobrevivência da tribo. Madeireiros, fazendeiros e colonos ainda estão desrespeitando escandalosamente a lei. Apesar de todas as garantias dadas pelas autoridades brasileiras, o estilo de vida Awá continua sendo ameaçado – precisamos de ação», alertou o presidente da Survival Internacional, Stephen Corry.
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