Após vários alarmes falsos e uma arrastada negociação com as editoras brasileiras, que se estendeu por mais de três anos, a Amazon lançou na madrugada desta quinta-feira (6) a versão nacional de sua loja de livros digitais. No endereço amazon.com.br, já é possível encontrar obras dos principais autores brasileiros. Entre os principais destaques há títulos exclusivos, como a obra completa de Vinícius de Moraes.
O mesmo site anuncia a chegada do leitor digital Kindle ao Brasil com o preço sugerido de R$ 299. Por enquanto, o produto não está disponível para compra. Os interessados podem se cadastrar para receber um e-mail quando o e-reader estiver à venda. Para quem já quiser comprar e-books no site, uma alternativa é instalar o aplicativo do Kindle, disponível para tablets, celulares e PCs.
Conforme havia sido antecipado por fontes ligadas ao mercado editorial, a Amazon chega ao país inicialmente para vender apenas livros digitais e o Kindle. A operação completa da Amazon no país, com livros físicos e outros produtos vendidos pela loja no exterior, só deve começar em 2013, ainda sem data definida.
A abertura da loja virtual no Brasil coincide com a chegada de dois dos principais concorrentes da Amazon. Também na madrugada desta quinta (6), a loja de livros e filmes do Google Play começou a funcionar no país. Pelo site, é possível comprar e-books para celulares e tablets com o sistema operacional Android. Poucas horas antes, na noite de quarta-feira (5), a Livraria Cultura começou a vender nas suas lojas e também em seu site o e-reader Kobo Touch e um acervo de 12 mil e-books em português. Ao contrário da Amazon, a canadense Kobo costuma fazer parcerias com livrarias locais para lançar seu e-reader em países estrangeiros. Na França, onde a Kobo superou a Amazon e é líder no mercado de livros digitais, o parceiro escolhido foi a Fnac.
Na disputa inicial pelos usuários brasileiros, a Amazon leva alguma vantagem por vender seu e-reader por um preço mais baixo (R$ 299, contra R$ 399 do Kobo Touch), mas o hardware da versão do Kindle lançada no país também é inferior: o Kobo Touch tem tela sensível ao toque, enquanto o Kindle é controlado por botões. O fato de o Kindle não estar disponível para venda imediata, ao contrário do Kobo, também pode irritar os clientes mais apressados.
Por enquanto, quem lidera a corrida dos e-books no Brasil é a Apple, que lançou sua iBookstore no Brasil no fim de outubro e já vende mais do que todas as outras lojas de livros digitais somadas. Com a chegada dos concorrentes estrangeiros, a vantagem deve diminuir em breve.
Revista Época
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