Com quatro milhões de sírios em situação precária e mais de 500 mil refugiados registados no exterior «é cada vez mais difícil fazer as coisas mais elementares» para ajudar a população a sobreviver, admitiu Ging, acrescentando que «as pessoas estão a perder a esperança porque só veem mais violência no horizonte, apenas preveem mais deterioração». Com um saldo de vítimas mortais que supera as 44 mil, segundo os ativistas, e outro duro inverno que se aproxima, as esperanças de uma solução diplomática do conflito são virtualmente inexistentes.
«Não vemos nenhuma perspetiva do fim da violência ou do começo de um diálogo político» efetivo, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, antes do enviado especial da organização viajar para Damasco. As previsões confirmaram-se. O presidente sírio, Bashar al-Assad, terá posto o emissário «contra a parede novamente», o Conselho de Segurança da ONU «não está nem sequer próximo de mostrar ao enviado o apoio que necessita e os rebeldes não estão abertos a um compromisso», revelou um diplomata do organismo executivo das Nações Unidas.
Fátima Missionária
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