O prefeito Roberto Cláudio anunciou que será "invariavelmente necessário" um regime de 24 horas de trabalho no entorno da Arena Castelão para que as principais obras de mobilidade urbana sejam entregues até o dia 15 de junho, antes da Copa das Confederações. Segundo ele, 50% das intervenções já deveriam estar prontas, mas, até agora, apenas 2,5% foram entregues. A informação foi repassada, ontem, em visita do gestor a postos de saúde de Fortaleza.

Conforme levantamento, 50% das intervenções já deveriam estar prontas, mas, até agora, apenas 2,5% foram entregues FOTO: LUCAS DE MENEZES
Por conta do evento esportivo, o foco das ações será na rotatória do Castelão, em um trecho da Av. Paulino Rocha e na Av. Alberto Craveiro, onde está o principal impasse. Na via, 6,5% do alargamento estão prontos, segundo o secretário especial da Copa, Domingos Neto.
Dos 118 imóveis da Alberto Craveiro cadastrados no processo de desapropriação da Prefeitura, 57 proprietários foram indenizados, 27 aguardam por pagamentos, 99 contam com laudos de avaliação do bem e 19 precisam iniciar o processo. Conforme Domingos Neto, a Prefeitura vai sanar a dívida com os moradores que esperam por pagamentos para "ganhar credibilidade novamente" e entrar em acordo com o restante.
Roberto Cláudio avaliou a situação como um "total descompasso" da gestão anterior, informando que as obras de mobilidade ficaram sob o risco de ser retiradas da Matriz de Responsabilidade da Fifa. Porém, garantiu que todos os problemas pendentes serão resolvidos até a Copa das Confederações, que acontece de 15 a 30 de junho.
Para isso, informa, haverá um total empenho da Secretaria Especial da Copa (Secopa) de Fortaleza e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Seinf). Os órgãos passarão a realizar, semanalmente, reuniões com toda as empresas envolvidas nos serviços, como a Companhia Energética do Ceará (Coelce), a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e a construtora Serveng, responsável pelas obras de mobilidade.
Já para dar celeridade aos serviços, Coelce e Cagece começarão a remover as interferências das redes de água e esgoto e de energia na Alberto Craveiro neste mês. As redes de telefonia também serão retiradas. "Encontramos um cenário assustador. Agora, precisamos coordenar esforços e recuperar o tempo perdido para atender a expectativa da população, resolvendo problemas burocráticos e realizando pagamentos de desapropriações que já estavam previstas", diz.
Operação
O titular da Seinf, Samuel Dias, fala que será necessária uma "operação de guerra" para que a Prefeitura entregue parte da Paulino Rocha, a Alberto Craveiro e a rotatória do Castelão antes da Copa das Confederações. "Vamos ter que fazer quase tudo em 50% do tempo", ressalta o gestor, adiantando que, com o regime de trabalho de 24 horas, a construtora deverá disponibilizar mais operários. Atualmente, cerca de 400 trabalham no entono do Castelão.
Sobre a Via Expressa, Roberto Cláudio garantiu que, até o fim de janeiro, apresentará um cronograma de ações para o local. Haverá, segundo ele, muito diálogo com as famílias que precisam ser removidas e indenizadas. O gestor destacou que a obra é de total responsabilidade da Prefeitura e criticou a ex-prefeita Luizianne Lins, por não ter começado as intervenções.
Com relação aos serviços no cruzamento das avenidas Raul Barbosa e Rua Murillo Borges, o chefe do executivo municipal citou que a gestão anterior não elaborou nem o projeto da execução das intervenções.
Posto tem acesso danificado
Desde que as obras de alargamento começaram na Av. Alberto Craveiro, em maio do ano passado, que servidores e pacientes do Centro de Saúde da Família (CSF) Edmar Fujita, no bairro Castelão, sofrem. Quando chove, a lama toma conta. Em dias de sol, a poeira é a grande vilã. Porém, estes não são os principais problemas do local. Assim como grande parte dos postos, faltam medicamentos, profissionais e estrutura.
Ontem, o prefeito Roberto Cláudio esteve no local. Ele teve de entrar pela lateral por conta da lama. Ele prometeu um acesso diferenciado ao posto. Outros problemas identificados foram a ausência de médicos, de climatização em alguns setores e apenas uma cadeira de dentista na sala de atendimento odontológico. Segundo a coordenação da unidade, o equipamento já foi comprado pela gestão passada, mas não foi instalado por falta de espaço.
Depois, o prefeito seguiu com outros gestores para o CSF Alarico Leite, no Passaré. O posto estava lotado e, assim que gestor chegou ao espaço, pacientes foram reclamar da falta de remédios e da longa espera para marcar exames médicos. Na unidade, o atendimento odontológico e a sala de aerossol estão sem funcionar há meses porque os compressores estão quebrados.
RAONE SARAIVAREPÓRTER
Diário do Nordeste
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