Bento XVI
Gonzaga Mota*
Em abril de 2005, a Igreja Católica passou a ter um novo papa. O cardeal Joseph Ratzinger, principal assessor de João Paulo II, foi eleito e adotou o nome de Bento XVI. Sempre demonstrou ser um homem tímido, com senso de humor, intelectual - um dos mais brilhantes do século XX e do início do século atual - poliglota e, principalmente, profundo conhecedor de filosofia e teologia. Bento XVI não foi um papa tão popular quanto João Paulo II, mas deu continuidade ao trabalho de seu antecessor, no tocante às questões sociais, ao esforço pela paz, à defesa da liberdade e da justiça, às manifestações ecumênicas, bem como a preocupação com a doutrina da Igreja, imprimindo, é claro, seu estilo de liderança. Bento XVI, por ser um homem possuidor de uma grande fé, analisou os problemas atuais do mundo à luz do Evangelho, ou seja, da palavra de Cristo, que é ampla, não discriminatória e misericordiosa. Mostrou que a fé e a razão não são manifestações conflitantes, mas complementares. A fé é o caminho da verdade e a razão é consequência do júri interior. Unidas, evidenciam o saber viver. Foi um grande líder espiritual: "Não se negociam princípios". Por sua vez, ao renunciar demonstrou humildade, responsabilidade, desprendimento, bem como ser possuidor de muita esperança. A história haverá de reconhecer o relevante papel desempenhado por Bento XVI, ao compatibilizar os valores espirituais e materiais. Pode-se resumir sua ação humana e eclesiástica, mediante reflexões sobre a mensagem da Oração de São Bento. Que os cardeais, no próximo Conclave, ao escolherem o novo papa, sejam iluminados pelo Espírito Santo.
*Professor e escritor
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