De acordo com o sacerdote, aquela zona de Angola atravessa desde 2008 os efeitos de uma seca «prolongada», e atualmente existem cerca de 155 mil pessoas em risco. Por isso, o padre católico lançou na última semana a campanha «Mão na Mão - Contra a fome nos Gambos», que pretende angariar fundos e gêneros alimentares.
«Os que se dedicam à agricultura já não têm nada para comer, pois consumiram as sementes que tinham para plantar, e os que se dedicam à pastorícia, que viviam da troca de animais por alimentos produzidos pelos agricultores, também não têm nada porque ninguém lhes dá nada em troca dos animais», explicou Pio Wacussanga, em declarações ao portal O Apostolado.
Quanto a apoios institucionais, Pio Wacussanga reconhece que o ministério da Agricultura tem ajudado no que pode, mas salienta que a situação de seca, que atinge dez das 18 províncias do país, resulta na dispersão de apoios. «Tendo em conta a imensidão da crise, o Estado não tem condições para a resolver sozinho», lamentou. As províncias angolanas mais afetadas são Bengo, Benguela, Bié, Kwanza Sul, Cunene, Huambo, Huíla, Moxico, Namibe e Zaire.
Fátima Missionária
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