A ativista, que vai ser distinguida nos EUA pelo seu trabalho em defesa dos direitos humanos, foi convidada pela Associação de Correspondentes da ONU, mas em cima da hora teve que falar aos jornalistas numa sala improvisada, depois de Cuba ter intercedido para que Sánchez não fosse autorizada a discursar no grande auditório.
Durante a conferência de imprensa, realizada esta quinta-feira, 21 de março, a bloguista, de 37 anos, denunciou as ações do «longo braço do castrismo» para «evitar que as vozes críticas não governamentais tenham acesso a espaços em organismos internacionais», e indicou que «já é hora» de a ONU «sair de sua letargia e reconhecer que o governo cubano é uma ditadura».
O blogue de Yoani Sánchez começou inspirado em pessoas com nomes com a letra ípsilon, como o da autora, mas rapidamente ultrapassou fronteiras, ao abordar sem complexos alguns dos temas tabú em Cuba. Em Geração Y, que está traduzido em 20 línguas, há histórias de gente marcada pelas escolas rurais, pelos bonequinhos russos, pelas saídas ilegais e a pela frustração de viver num país oprimido.
Fátima Missionária
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