Segundo um estudo do Banco Mundial (BM), o planeta está mais 4ºC mais quente, o que causa graves consequências à agricultura, aos recursos hídricos, aos ecossistemas e à saúde humana. E todos os dia morrem 4.000 crianças devido a doenças contraídas devido à má qualidade da água. Se a tendência se mantiver, no final do século entre 43 a 50 por cento da população mundial viverá em países com escassez de água. A aridez deve aumentar e a seca deve atingir ainda mais regiões das nações em desenvolvimento.
Os mais afetados com estas mudanças serão sempre os que têm menos capacidade de adaptação, ou seja, os pobres e os mais vulneráveis. «Olhando para o futuro, torna-se claro que as práticas de gestão de água do passado já não são suficientes», alerta Rachel Kyte, vice-presidente de Desenvolvimento Sustentável do BM. Para a responsável, torna-se fundamental que os governos e as empresas tenham atenção redobrada às mudanças de comportamentos e às políticas, e que apostem na cooperação.
Ao declararem 2013 como o Ano Internacional da Cooperação pela Água, as Nações Unidas estão a sublinhar também o longo historial de cooperação transnacional para resolução dos problemas de gestão dos recursos hídricos. À medida que as alterações climáticas aumentam a volatilidade dos ecossistemas aquáticos, a colaboração internacional deve aumentar também, para garantir o bem estar humano e o desenvolvimento sustentável, defendem os responsáveis do BM, neste Dia Mundial da Água.
Fátima Missionária
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