02/03/2013

Projetos turísticos ocupam terras indígenas


O assassinato do líder tribal e porta-voz da comunidade Ati, alegadamente cometido pelo segurança de uma cadeia de hotéis, fez soar o alarme na Igreja filipina. Em declarações à agência Fides, o bispo Sérgio Utleg, presidente da comissão episcopal para os povos indígenas, denunciou a série de abusos e explorações de que são vítimas os elementos da tribo, na ilha paradisíaca de Boracay, por causa dos projetos turísticos que ali têm sido construídos nos últimos anos. 

«Depois da grande comercialização turística, as populações autóctones, que foram as primeiras colonizadoras da ilha, são ameaçadas, maltratadas e privadas dos seus direitos. A sua terra está ocupada e o objetivo é expulsá-las completamente», afirmou o prelado, pedindo ao governo de Manila que tome medidas urgentes para «proteger a dignidade e os direitos» destas comunidades indígenas, constituídas por cerca de 2.000 elementos. 

A tribo Ati em Boracay reivindica o «domínio ancestral» sobre as terras e contesta a destruição da paisagem e do ambiente pelos planos de construção promovidos por empresas estrangeiras e apoiados por instituições filipinas. Em janeiro de 2011, a Comissão Nacional para os Povos Indígenas concedeu aos Ati dois hectares de terra, em contraposição com os mil hectares que foram destinados a empreendimentos turísticos. A construção de obras públicas, estradas e edifícios privados na ilha foi levada ao conhecimento do Parlamento filipino, mas depois de dois anos, não houve respostas.


Fátima Missionária

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