«Depois da grande comercialização turística, as populações autóctones, que foram as primeiras colonizadoras da ilha, são ameaçadas, maltratadas e privadas dos seus direitos. A sua terra está ocupada e o objetivo é expulsá-las completamente», afirmou o prelado, pedindo ao governo de Manila que tome medidas urgentes para «proteger a dignidade e os direitos» destas comunidades indígenas, constituídas por cerca de 2.000 elementos.
A tribo Ati em Boracay reivindica o «domínio ancestral» sobre as terras e contesta a destruição da paisagem e do ambiente pelos planos de construção promovidos por empresas estrangeiras e apoiados por instituições filipinas. Em janeiro de 2011, a Comissão Nacional para os Povos Indígenas concedeu aos Ati dois hectares de terra, em contraposição com os mil hectares que foram destinados a empreendimentos turísticos. A construção de obras públicas, estradas e edifícios privados na ilha foi levada ao conhecimento do Parlamento filipino, mas depois de dois anos, não houve respostas.
Fátima Missionária
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