26/07/2013

Jovens portugueses são pouco otimistas

PORTUGAL
Esperança em alta no Equador
Texto Francisco Pedro | Foto DR | 26/07/2013 | 13:03

Estudo pioneiro realizado por organização ibero-americana revela que o índice de otimismo dos jovens portugueses em relação ao futuro é o mais baixo entre os 20 países analisados. Uma tendência que contraria os resultados da investigação
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Dois em cada três jovens ibero-americanos, com idades entre os 15 e os 29 anos, acreditam que dentro de cinco anos estarão melhor do que agora, segundo um estudo realizado em 20 países, que incluiu mais de 20 mil entrevistas. Mas em Portugal, a esperança entre a juventude está em baixa. O nosso país surge no último lugar da lista do índice de expectativas juvenis, com 30 pontos percentuais de diferença em relação ao ‘campeão’ do otimismo entre os jovens, que foi o Equador. 

No ranking criado para medir o grau de expectativa positiva que possuem os jovens de cada país, a partir de uma série de variáveis, Equador, Costa Rica, e Nicarágua surgem como os países com os jovens mais otimistas, com uma forte esperança no futuro. No lado oposto, aparecem Portugal, Guatemala e Brasil, que obtiveram as opiniões menos animadoras. A análise às respostas obtidas permitiram ainda concluir que os climas de «crise nacional» não parecem ter uma relação linear com as expectativas dos jovens - a Espanha, por exemplo, aparece em oitavo lugar na lista.

Em termos gerais, os principais problemas enfrentados pelos jovens estão relacionados com a violência e a insegurança, seguidos do uso de drogas e alcoolismo (mais no Brasil), o desemprego (América Central) e a economia (Península Ibérica). «Estamos convencidos de que conhecer mais e melhor as juventudes é o primeiro passo para reconhecer o seu valor e desenhar políticas públicas de acordo com as suas necessidades. E esse é o principal objetivo deste projeto», explicou Aleja Ramírez, secretário-geral da Organização Ibero-americana de Juventude (OIJ), a entidade promotora do inquérito. 

De acordo com os resultados do estudo, dois terços dos jovens revelaram mais otimismo em relação ao futuro, do que na avaliação ao presente. E manifestaram mais confiança nas capacidades próprias do que na dos seus países. As maiores expectativas que demonstraram estão relacionadas com as melhorias esperadas no meio ambiente, educação, corrupção e desigualdade. 

O inquérito baseou-se na recolha de ideias e opiniões dos jovens em relação a diversos temas, como a educação, segurança, instituições, drogas e família. Aos inquiridos era pedida uma avaliação da sua situação atual e uma perspetiva de futuro, no que se refere à trajetória pessoal e à dos seus países. Mais de 150 milhões de ibero-americanos são jovens e um de cada quatro, possui entre 15 e 29 anos. Metade vive no Brasil e no México.

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