A missiva, assinada por Stephen Brislin, arcebispo de Cidade do Cabo e presidente da Conferência Episcopal da África do Sul, destaca que Mandela «jamais abriu mão dos seus princípios e da sua visão de uma África do Sul justa e democrática, onde todos têm as mesmas oportunidades, sacrificando inclusive, por longo tempo, a própria liberdade pessoal». E sublinha que «apesar dos fortes sofrimentos na vida», o Prémio Nobel da Paz «nunca respondeu ao racismo com o racismo».
«Quando Madiba foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, o país estava em ebulição e o sangue era derramado quase diariamente. Através de sua liderança, que se reforçou quando se tornou Presidente em 1994, Mandela guiou o país no caminho da reconciliação e da paz, convidando os sul-africanos a deporem as armas. Por isso, sempre estaremos em dívida com ele”, adiantam os bispos.
Segundo a mensagem, a melhor forma que o mundo tem para honrar a vida de Nelson Mandela é lutar pelos ideais que ele acariciou: a liberdade, a igualdade e a democracia, e de defender esses ideais de quem tenta corrompê-los». Durante 67 anos, o ex-Presidente dedicou a sua vida ao serviço da humanidade, como advogado defensor dos direitos humanos, como preso de consciência, trabalhando pela paz e como primeiro presidente democraticamente eleito numa África do Sul livre.
Fátima Missionária
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