17/03/2014

Combate ao tráfico humano une religiões

A iniciativa «Rede Global de Liberdade», um projeto inter-religioso de luta contra o tráfico e a exploração de seres humanos, foi apresentado no Vaticano esta segunda-feira, 17 de março. O projeto estará em vigor até 2020 e reúne os esforços de católicos, anglicanos e muçulmanos para «erradicar as formas modernas de escravatura».


Um comunicado assinado por Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Academia Pontifícia das Ciências, em nome do Papa, mostra que atualmente cerca de «30 milhões de pessoas estão condenadas à desumanização e degradação, vítimas de exploração física, econômica e sexual».


A «Rede Global de Liberdade» pretende assim combater a «indiferença» perante esta problemática e incentivar «comunidades religiosas, governos e pessoas em geral à ação». «Apesar de todas as diligências já efetuadas, a nível internacional, a escravatura moderna e o tráfico humano continuam em expansão», frisam os promotores do projeto.


De acordo com a sala de imprensa da Santa Sé, em 2014, a «Rede Global de Liberdade» será reforçada através de um esforço conjunto das comunidades religiosas, do meio empresarial, e do mundo da política, de modo a combater o tráfico e a escravatura humana. A ideia é começar a criar condições, ao nível dos países, para a fundação de um «Fundo Global contra a Escravatura», principalmente com o contributo das 20 nações mais ricas do mundo, aponta a agência Ecclesia.

Fátima Missionária

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