Responsáveis pedem que Bruxelas deixe de ser apontada como «bode expiatório» dos problemas locais
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Bruxelas, 27 mai 2014 (Ecclesia) – O presidente da Comissão dos Episcopados Católicos da União Europeia (COMECE) manifestou hoje a sua apreensão perante o aumento da votação em partidos nacionalistas e eurocéticos nas recentes eleições para o Parlamento Europeu.
“Uma matéria que gera preocupação é o aumento significativo do apoio aos partidos que rejeitam o projeto de integração europeia: parte deles conseguiu assegurar uma maioria dos votos nalguns Estados-membros, incluindo a França, Dinamarca e Reino Unido”, refere o cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA. O responsável realça que alguns desses partidos têm uma visão “não só populista mas também nacionalista e xenófoba”, posições que são “inaceitáveis” para os cristãos e ameaçam a “coexistência pacífica” no Velho Continente. Segundo o cardeal alemão, é “demasiado cedo” para determinar quais as razões que levaram à ascensão destes partidos, mas pede que no futuro se debatam com maior transparência os “assuntos europeus que dizem respeito a todos os cidadãos”. D. Reinhard Marx sublinha, no entanto, que a maioria dos votantes optou por escolher candidatos “pró-Europa”, o que vai permitir ao Parlamento prosseguir um “trabalho pelo bem comum de todos os europeus”. “A Europa continua a ser, apesar das críticas e de algumas dificuldades específicas, um projeto de paz e reconciliação, o que é acompanhado e apoiado de forma positiva pela Igreja Católica”, acrescenta. A COMECE assinala, a este respeito, que o anúncio dos resultados não é o fim, mas o “começo de um processo de renovação”, nas instituições da União Europeia, incluindo a nomeação de um novo presidente da Comissão e a eleição, dentro de meses, do presidente do Conselho. “Espero que os partidos políticos e os Estados-membros cheguem a acordo para estas nomeações sem demora”, escreve o cardeal Marx. A COMECE, conclui, vai “acompanhar de forma construtiva” o trabalho dos novos eurodeputados, com base na Doutrina Social da Igreja. OC Agência Ecclesia |

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