Para o sacerdote orionita, “o fenômeno é tão vasto e a perda da pertença eclesial e da participação aos sacramentos dos divorciados e recasados, arrasta, num efeito cascata, os filhos e todos que estão envolvidos na sua situação irregular. Quem tem espírito eclesial e senso pastoral deve advertir a extensão e a dramaticidade deste ‘cisma’. É necessário perguntar-se e colocar-se em movimento para restabelecer a comunhão possível. É o que pretende fazer o Papa Francisco, envolvendo toda a Igreja com o Sínodo dos Bispos”, assegura.
O Superior Geral da Obra Dom Orione explica que “o Papa Francisco convocou o Sínodo Extraordinário sobre a família apenas oito meses após o início de seu pontificado e isto significa que ele considera urgente para o bem da Igreja, tomar decisões para a promoção da família, fortemente ameaçada pela crise cultural e espiritual atual, por ideologias aberrantes sustentadas poderosamente. Mas a expectativa está concentrada, sobretudo, nas respostas pastorais àquela grande parte dos cristãos em situações matrimoniais difíceis: separados e divorciados recasados, uniões de fato, famílias somente com um genitor”.
“O tema – sublinha Padre Peloso – é tão delicado, como é delicada a busca de comunhão com aqueles cristãos e Igrejas separadas, que gozam de uma certa comunhão, se bem que imperfeita. É positivo que a Igreja enfrente esta problemática com fidelidade doutrinal, mas também com caridade pastoral. A solução não virá, certamente, mudando a doutrina sobre a unicidade do matrimônio, mesmo que alguns não-católicos esperem isto, mas encontrando os caminhos pastorais para valorizar e sustentar aquela vida de fé e aquela pertença eclesial que continua, em muitos casos, mesmo em quem feriu a sua integridade de vida e de fé”. (adnkronos - JE)
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/09/29/fidelidade_doutrinal,_mas_tamb%C3%A9m_caridade_pastoral_para_enfrentar/bra-828185
do site da Rádio Vaticano
Nenhum comentário :
Postar um comentário