Diz o jornalista que «alguns afirmam que foram ajudados, de uma maneira ou outra, por amigos, colegas de trabalho, velhos companheiros de escola, vizinhos de casa, muçulmanos – em geral, sunitas – que residem nos povoados de origem dos cristãos».
«Não são muitos - continua Cremonesi – mas posso dizer que encontrei pelo menos uns dez casos de pessoas que, diante de mim, aqui nos campos, nas igrejas, nas escolas cristãs onde estão todos os refugiados» recorreram a esta ajuda. O jornalista deu-lhe o nome de «Schindler muçulmanos porque, se é verdade que alguns o fazem por dinheiro ou por interesse pessoal, outros fazem-no por verdadeira generosidade».
Quanto aos yazidis, diz o repórter do Corriere della Sera que «é um caso realmente dramático. Eles são mortos, as mulheres são todas metodicamente escravizadas... Em alguns casos, tive a impressão de que isto tenha sido feito pelo lucro. Mas também Schindler, o famoso empresário alemão, começou a dar trabalho aos judeus, sob a ocupação nazista, porque eram mais baratos. E depois viu que desta maneira poderia salvar as suas vidas e ele próprio arriscou a vida para colocá-los a salvo».
«Um certo número de jovens yazidis foram compradas por alguns muçulmanos, empresários ou homens ricos - pessoas que podiam permitir-se fazer isto -, no chamado ‘mercado dos escravos’ de Mossul e depois foram devolvidas às suas famílias», concluiu o jornalista entrevistado.
Fátima Missionária
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