Ao saudar os peregrinos de língua espanhola, Francisco se dirigiu de modo especial aos mexicanos com as seguintes palavras:
“Gostaria de alguma maneira expressar aos mexicanos aqui presentes, e aos que estão no México, a minha proximidade neste momento doloroso do 'desaparecimento oficial' mas – como sabemos – assassinato dos estudantes. Faz-se visível a realidade dramática de toda a criminalidade que existe por detrás do comércio e do tráfico de drogas. Estou próximo a vocês e à suas famílias”.
Nos último dias, milhares de mexicanos em várias cidades do país foram às ruas cobrar do governo explicações sobre o desaparecimento de 43 estudantes. Os manifestantes exigem a demissão do procurador-geral da República.
Os jovens sumiram da cidade de Iguala no dia 26 de setembro, sem deixar rastros. Até o momento, 19 valas comuns foram localizadas nos arredores da cidade, e 74 suspeitos, presos. Entre eles, estão o Prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e sua esposa, Maria de los Ángeles Pineda, acusados de ter ordenado a detenção e a entrega dos estudantes a um cartel local.
Na última sexta-feira, o Procurador-Geral do México, Jesús Murrillo Karam, trouxe à tona detalhes sobre as confissões de três suspeitos. De acordo com os detidos, os jovens teriam sido entregues pela polícia local a membros do cartel Guerreros Unidos. Os criminosos, por sua vez, teriam assassinado, queimado e fragmentado em várias partes os corpos dos jovens. Os restos mortais teriam sido jogados num rio.
Fonte: Rádio Vaticano

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