O jovem quer ser escutado
Padre João utilizou o exemplo dos discípulos de Emaús para interpretar um dos principais pontos da mensagem do Papa, no qual ele fala que os jovens precisam tomar consciência de que a fé não se opõe à razão. “É muito importante, no trabalho com a juventude, dar voz aos questionamentos que ela tem, ouvir os jovens, porque hoje eles têm uma linguagem que nem sempre a gente compreende e, nem sempre, a linguagem que a gente fala como Igreja é compreendida pelos jovens”, questionou Padre João.
Derrubando muros
Padre João defende ainda uma abertura maior da amplitude do diálogo com as novas gerações para que se possa entrar na realidade dos jovens. “É preciso ter paciência, como teve Jesus com os discípulos de Emaús, de ir iluminando aos poucos. Não podemos querer dar respostas prontas ou pretender, imediatamente, forçá-los a mudar de caminho”, apontou.
Para que as barreiras caiam, Padre João cita São João Bosco ao dizer que os jovens não precisam somente ser amados, eles precisam saber que são amados. “O jovem, o adolescente, não aceita máscaras. Ou ele vê que você realmente está dando atenção, que você tem consideração e estima por ele, que você reconhece a importância que ele tem, do contrário ele não lhe dará nenhuma atenção”.
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