Antônia Marina Faleiros, que aos 12 anos trabalhava em um canavial, no interior de Minas Gerais nunca pensou que pudesse se tornar juíza de direito. Com a intenção de mudar de vida, aos 17 anos, Antônia, que era filha de um trabalhador rural e de uma dona de casa, resolveu ir para Belo Horizonte, onde começou a trabalhar como empregada doméstica e, por oito meses dormiu em um ponto de ônibus, pois não podia dormir na casa da patroa.
Foi no lixo, catando folhas borradas de um mimeógrafo onde eram feitas as apostilas de um cursinho preparatório, que Antônia viu a oportunidade de mudar de vida. Foi assim, que ela foi aprovada em terceiro lugar em um concurso de Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça de Minas.
Em entrevista ao jornalista Caique Verli, do Gazeta Online, Antônia relatou que sempre gostou de estudar, e que foi alfabetizada com cerca de cinco anos pela própria mãe,” sempre fui adepta da leitura” conta.
Atualmente, com 52 anos e casada, Antônia auxilia projetos sociais, onde procura ajudar quem não tem oportunidades. “A minha história de superação serve para eu ter a certeza de que, com a minha profissão, eu tenho que dar espaço para quem não tem espaço”, relata.
Redação O POVO online
Empregada doméstica vira juíza de direito
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