28/08/2012

Projeto oferece a jovens aprendizado sobre memória e patrimônio no Ceará


É desde cedo que se deve conhecer e aprender a respeitar o patrimônio. Uma iniciativa vem dando essa oportunidade a cerca 500 jovens, de 15 a 25 anos, em 7 municípios e 5 bairros de Fortaleza este ano. É o projeto Patrimônio para Todos, que encerra as atividades de 2012 no bairro Sabiaguaba, em Fortaleza. Nesta semana, até sábado (1º), os jovens vão participar de oficinas e aulas de campo sobre educação patrimonial. O projeto este ano enfocou a cultura das comunidades quilombolas e indígenas.
Em Sabiaguaba, as oficinas vão acontecer na Escola Municipal Eduardo Campos, em dois turnos: das 8h às 12h e das 13h às 17h, com aulas de campo sempre nas quintas e sextas-feiras. Sabiaguaba é conhecido por sua história ancestral de ocupação indígena. Em várias áreas, há registros de artefatos arqueológicos que comprovam a presença indígena. Com base nesses fatos e em outras pesquisas sobre as manifestações culturais na área, as oficinas vão ocorrer.
A capacitação se compõe de 100 horas de oficinas divididas em cinco módulos. Os participantes aprendem sobre a história do bairro e têm acesso também a conteúdos sobre prática da educação patrimonial, uso das novas tecnologias no registro dos bens culturais; além de conceitos básicos de linguagem audiovisual aplicada ao patrimônio cultural. Os monitores e facilitadores que integram o projeto são do Programa de Qualificação Profissional, Valorização e Difusão do Patrimônio Cultural do Ceará, desenvolvido pelo Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC), por meio da Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho.
Além do aprendizado, os alunos registram suas descobertas e o relato das experiências é publicado nas redes sociais do Projeto, como o blog: ww.patrimonioparatodos.wordpress.com.  Saiba mais sobre o projeto acessando www.patrimonioparatodos.com .
No interior do Estado, as oficinas já aconteceram nas cidades de cidades de Poranga (etnias Tabajara e Kalabaça) e Monsenhor Tabosa (Potiguara, Tabajara, Gavião e Tubiba-Tapuia);  Itarema (Tremembé); Horizonte (comunidade Quilombola);  Tururu (Quilombola); Iracema (Quilombola); e Aratuba (etnia Kanindé). Em Fortaleza, foram contemplados os bairros Jardim Iracema ( destaque para a população negra); Joaquim Távora (foto - maracatu); Pici (manifestações afro-indígenas) e Montese (Maracatu). (Com informações da Dégagé  - (fone: 85 3252 5401)
Contatos: João Paulo Vieira - coordenador pedagógico do Projeto Patrimônio para Todos e Francineide Chaves- Coordenadora pedagógica da Escola de Artes e Ofícios – (fone: 85 3238 1244)
Fonte: Agência da Boa Notícia

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